Santa Catarina participa de uma mobilização nacional voltada à localização e identificação de pessoas desaparecidas. A ação é realizada pelas Polícias Científica e Civil e envolve a coleta de DNA de familiares em 22 municípios do Estado.
Objetivo da iniciativa
O material genético coletado será inserido nos bancos estadual e nacional de perfis genéticos. As informações permitem comparar o DNA de familiares com amostras de pessoas cuja identidade ainda não foi confirmada, estejam elas vivas ou mortas.
A coleta integra o programa permanente PCI Conecta e pode contribuir para solucionar desaparecimentos ocorridos há anos.
Como funciona a coleta
O procedimento é gratuito, voluntário e indolor. Utiliza um swab oral, semelhante a um cotonete, passado na parte interna da bochecha.
A recomendação é que participem, sempre que possível, pelo menos dois familiares biológicos de primeiro grau, como pai, mãe, filhos ou irmãos da pessoa desaparecida. Quem já realizou a coleta anteriormente não precisa repetir.
Utilização do DNA
Após a coleta, o material passa por análise laboratorial e o perfil genético é inserido no banco de dados. O sistema realiza cruzamentos automáticos com perfis de pessoas vivas e também de indivíduos mortos não identificados.
Quando ocorre correspondência, os familiares são comunicados. Se a pessoa for encontrada viva, a família recebe informações sobre a localização. Em caso de identificação de um corpo, a instituição responsável orienta os procedimentos legais.
Mesmo sem resultado imediato, o perfil permanece no banco, permitindo novas comparações futuras.
Pré-cadastro obrigatório
Para participar, os familiares devem preencher um formulário eletrônico disponibilizado pela Polícia Científica. Após o cadastro, a equipe responsável entra em contato para orientar e agendar a coleta.
O serviço permanece disponível durante todo o ano, não se restringindo ao período da mobilização.
Municípios com pontos de atendimento
A coleta ocorre em 22 cidades catarinenses: Balneário Camboriú, Blumenau, Brusque, Caçador, Campos Novos, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Curitibanos, Florianópolis, Joaçaba, Joinville, Lages, Palhoça, Porto União, Rio do Sul, São Bento do Sul, São Joaquim, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste e Tubarão.
A estratégia amplia as possibilidades de identificação e mantém os perfis genéticos disponíveis para cruzamentos futuros, inclusive em casos antigos que ainda aguardam solução.