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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
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Possível fechamento de 25 agências dos Correios em Santa Catarina gera preocupação

A possibilidade de fechamento de 25 agências dos Correios em Santa Catarina preocupa moradores, trabalhadores e lideranças sindicais, sobretudo nos municípios do Meio-Oeste, região que concentra boa parte das unidades incluídas na lista divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Sintect).

Segundo o sindicato, muitas dessas agências funcionam com apenas um servidor, o que torna o atendimento vulnerável em casos de aposentadoria, transferência ou desligamento sem reposição. A entidade alerta que, caso as unidades sejam encerradas, os moradores terão de percorrer maiores distâncias para acessar os serviços postais, enquanto os empregados remanescentes precisarão ampliar suas áreas de atuação, reduzindo a eficiência das entregas.

Municípios em risco

Entre as cidades apontadas pelo Sintect estão Arabutã, Brunópolis, Iomerê, Lacerdópolis, Macieira, Ouro, São Cristóvão do Sul e Zortéa, todas no Meio-Oeste. A preocupação é maior porque essas localidades dependem dos Correios para envio e recebimento de documentos, encomendas, medicamentos e correspondências oficiais.

Outros municípios também aparecem na lista, como Agronômica, Atalanta, Barra Bonita, Cunhataí, Galvão, Grão-Pará, Guarujá do Sul, Iraceminha, José Boiteux, Maracajá, Monte Castelo, Painel, Palmeira, Ponte Alta, São José do Cerrito, Timbé do Sul e Treviso.

Reestruturação suspensa temporariamente

Nesta semana, os Correios decidiram suspender parte do plano de reestruturação financeira até 31 de julho, congelando medidas como fechamento de agências e redução de gratificações. A decisão ocorreu após pressão sindical e diante da possibilidade de greve nacional da categoria.

Apesar da suspensão, o sindicato segue apreensivo. “Temos medo da demissão, com certeza. Se for necessário demitir para salvar a saúde financeira da empresa, segundo eles, vai ser feito. Mas a nossa empresa não foi feita para dar lucro, foi feita para entregar serviço à população”, afirmou o secretário-geral do Sintect, Helio Samuel de Medeiros.

Fechamentos já realizados

Nos últimos meses, seis agências foram encerradas em Santa Catarina, incluindo as cidades de Ibiam, Rio das Antas, Águas de Chapecó, Planalto Alegre, Presidente Castello Branco e Xavantina. Além disso, algumas unidades passaram a operar em regime reduzido, como em Erval Velho, que atende apenas às terças e quintas-feiras.

Os Correios destacam que esse modelo segue as diretrizes da universalização postal, que prevê atendimento mínimo de quatro horas semanais em cada município.

Crise financeira

A reestruturação ocorre em meio à pior crise financeira da história da estatal. Em 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões. Entre os fatores apontados estão a concorrência de empresas privadas de logística, a queda nas encomendas internacionais após mudanças na tributação de compras no exterior e o aumento dos custos operacionais.

Para tentar equilibrar as contas, a empresa vem adotando medidas como programas de desligamento voluntário, venda de imóveis, redução de despesas, fechamento de unidades deficitárias e contratação de empréstimos.

Enquanto isso, os Correios afirmam que seguem avaliando alternativas para reorganizar sua rede de atendimento, incluindo parcerias com prefeituras e estabelecimentos comerciais, além da ampliação de modalidades como o Correios Essencial e os Pontos de Coleta.

Com a indefinição sobre o futuro das agências, moradores e trabalhadores aguardam os próximos passos da estatal, em meio ao desafio de conciliar sustentabilidade financeira e manutenção do serviço público essencial.

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