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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens – Direitos reservados ao autor.

Mulher morre em Balneário Camboriú após uso irregular de caneta emagrecedora

Uma mulher morreu em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, após utilizar de forma irregular uma caneta emagrecedora adquirida sem prescrição médica. O caso ocorreu na sexta-feira, 1º de maio, depois da aplicação da quinta dose de tirzepatida, substância contrabandeada do Paraguai e aplicada por uma pessoa sem formação na área da saúde. Pouco tempo após o procedimento, a vítima passou mal e foi encontrada caída dentro de casa.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou um quadro crítico, com pressão arterial extremamente baixa e arritmia cardíaca. A paciente sofreu três paradas cardíacas ainda na unidade de pronto atendimento e, mesmo após reanimação e transferência para um hospital da região, voltou a apresentar novas paradas, não resistindo às complicações.

A tirzepatida, assim como a semaglutida, pertence ao grupo de medicamentos agonistas de GLP-1, indicados para o tratamento de diabetes e obesidade. Apesar de sua eficácia, o uso exige prescrição médica e acompanhamento rigoroso, já que os riscos aumentam significativamente quando administrados sem orientação profissional.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou recentemente as regras para o controle desses medicamentos. A venda só pode ser feita mediante receita em duas vias, com retenção obrigatória na farmácia e validade máxima de 90 dias. A medida busca reduzir os riscos de eventos adversos, que têm se multiplicado em casos de uso inadequado e fora das indicações aprovadas.

Autoridades alertam ainda para o crescimento da entrada irregular desses produtos no Brasil, muitas vezes sem qualquer controle sanitário, como no caso da tirzepatida contrabandeada. Embora a prescrição “off label” seja permitida quando feita por médicos, é indispensável avaliação clínica e consentimento do paciente. O episódio evidencia os perigos do uso indiscriminado de medicamentos e reforça a necessidade de fiscalização e conscientização sobre os riscos à saúde.

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