--:--
--:--
  • cover
    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Imagem ilustrativa/IA

Anvisa determina recolhimento de produtos Ypê após falhas graves na fabricação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quinta-feira, 7 de maio, a suspensão imediata da fabricação, comercialização e distribuição de diversos produtos da marca Ypê, após identificar falhas graves no processo produtivo da empresa Química Amparo, localizada na cidade de Amparo, interior de São Paulo. A decisão foi tomada com base em uma avaliação técnica de risco sanitário realizada em conjunto com órgãos estaduais e municipais de vigilância, que apontou problemas relevantes em etapas críticas da produção.

Segundo a Anvisa, a inspeção revelou deficiências nos sistemas de garantia da qualidade, no controle de produção e em procedimentos de segurança sanitária. Essas falhas comprometem as Boas Práticas de Fabricação e podem resultar em risco de contaminação microbiológica, ou seja, presença indesejada de microrganismos capazes de causar danos à saúde dos consumidores.

A medida afeta especificamente os lotes com numeração final 1, abrangendo produtos bastante conhecidos do mercado brasileiro, como detergentes lava-louças Ypê, lava-roupas líquidos Tixan Ypê e desinfetantes das linhas Bak Ypê, Pinho Ypê e Atol. A resolução que oficializa o recolhimento foi publicada no Diário Oficial da União sob o número 1.834/2026.

A orientação da Anvisa é clara: consumidores devem interromper imediatamente o uso dos itens envolvidos e procurar o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa para informações sobre devolução ou substituição. Paralelamente, as vigilâncias sanitárias estaduais e municipais foram instruídas a intensificar a fiscalização nos estabelecimentos comerciais, a fim de impedir a circulação dos produtos afetados.

A decisão reforça a importância do controle rigoroso em processos industriais que lidam diretamente com produtos de uso doméstico e contato humano, destacando que falhas nesse setor podem representar riscos sérios à saúde pública.

Compartilhe