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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
(foto: divulgação/FIESC)

FIESC prevê alta de 11,4% no custo do trabalho em SC com o fim da escala 6×1

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) defende mudanças na regulamentação da proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. Segundo a entidade, a medida pode elevar em 11,4% os custos do trabalho no estado, além de provocar impactos no emprego e na atividade econômica.

Em estudo divulgado pela federação, a estimativa é de que 41,4 mil postos de trabalho sejam ameaçados em Santa Catarina, sendo 19,1 mil somente na indústria. A entidade também projeta um impacto negativo de 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB) catarinense.

A manifestação foi feita após o Senado Federal aprovar, em 14 de outubro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê mudanças na jornada de trabalho e na escala 6×1.

O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, afirmou que a entidade considera necessário promover ajustes durante a regulamentação da emenda constitucional, especialmente para setores que, segundo a federação, teriam dificuldades para se adaptar às novas regras.

Para Seleme, a mudança generalizada pode comprometer a sustentabilidade financeira e a competitividade de empresas, principalmente das indústrias exportadoras e dos pequenos e médios negócios.

Entidade alerta para impacto nos preços

A FIESC também avalia que a redução da jornada poderá exigir novas contratações em um cenário de escassez de mão de obra qualificada em Santa Catarina. Na avaliação da entidade, o aumento dos custos pode pressionar os preços de produtos e serviços, estimular a informalidade e reduzir o número de empregos com carteira assinada.

Segundo Seleme, parte dos custos adicionais poderá ser repassada aos consumidores, com reflexos no custo de vida. A federação aponta que os efeitos podem ser percebidos mais rapidamente no setor de serviços.

FIESC defende negociação coletiva

A entidade sustenta que a negociação coletiva entre sindicatos de trabalhadores e empregadores permite estabelecer jornadas e escalas diferenciadas, considerando as particularidades de cada setor econômico.

A federação também defende que mudanças sustentáveis na jornada estejam associadas a ganhos reais de produtividade, inovação e automação.

As projeções de aumento de custos e de possível redução de empregos são estimativas apresentadas pela FIESC. Os impactos efetivos dependerão das regras que forem estabelecidas para a implementação da mudança.

Projeções da FIESC para Santa Catarina

Indicador Estimativa
Aumento dos custos do trabalho 11,4%
Postos de trabalho ameaçados 41,4 mil
Postos ameaçados na indústria 19,1 mil
Impacto no PIB catarinense -0,6%

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