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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens

União Europeia reabre mercado para carne de frango e peru do Brasil

O Ministério da Agricultura do Brasil anunciou, nesta segunda-feira, 22 de setembro, a reabertura do mercado europeu para a exportação de carne de frango e peru produzida por empresas brasileiras. A decisão ocorre após um período de suspensão motivado por um caso de gripe aviária registrado em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, em maio deste ano.

A União Europeia, um dos principais destinos da proteína animal brasileira, volta a receber os produtos, o que deve impulsionar significativamente os embarques nacionais. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a expectativa é de que as exportações retornem aos níveis anteriores à suspensão, com possibilidade de crescimento devido à demanda reprimida.

Antes da interrupção, entre janeiro e maio de 2025, as vendas para o bloco europeu haviam registrado alta de 20,8%, totalizando 125,3 mil toneladas exportadas.

Regras para retomada

A retomada será gradual. O bloco europeu reconheceu o Brasil como país livre da gripe aviária, autorizando a entrada de produtos com data de fabricação a partir de 18 de setembro, com exceção do estado do Rio Grande do Sul. Neste caso, apenas a área afetada em Montenegro permanece com restrições. As demais regiões do estado poderão retomar as exportações a partir de 2 de outubro.

Auditoria chinesa e perspectivas

Paralelamente, o Ministério da Agricultura informou o início de uma auditoria sanitária conduzida por autoridades chinesas. O processo avalia os controles brasileiros contra a influenza aviária e é considerado um passo estratégico para a reabertura do mercado chinês, principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em 2024.

A reabertura dos mercados europeu e, futuramente, chinês, representa um avanço importante para o setor avícola nacional, que busca recuperar perdas causadas pela suspensão temporária e ampliar sua presença internacional.

A ABPA reforça que o Brasil mantém protocolos rigorosos de biossegurança e rastreabilidade, fatores que contribuem para a confiança dos parceiros comerciais e a competitividade da produção nacional.

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