Nesta sexta-feira, 24 de abril, é celebrado o Dia do Chimarrão, considerado símbolo máximo da hospitalidade no Sul do Brasil. A data foi escolhida em homenagem à fundação do primeiro Centro de Tradições Gaúchas (CTG 35), criado em Porto Alegre em 1948, e destaca a relevância cultural, histórica e econômica da erva-mate.
Origem e tradição
O chimarrão tem raízes nas práticas dos povos guaranis, que utilizavam a erva-mate em infusões conhecidas como caá-i. Com o tempo, o hábito foi incorporado pelos colonizadores e consolidou-se como expressão da identidade gaúcha. Hoje, o consumo da bebida está presente em rodas de amigos, encontros familiares e eventos sociais, reforçando valores de hospitalidade e integração.
Economia e produção
A erva-mate é um dos principais produtos agrícolas do Sul do Brasil. O Paraná concentra a maior parte da produção nacional, mas o Rio Grande do Sul é referência cultural e turística. Municípios como Venâncio Aires, reconhecida como capital nacional do chimarrão, e Passo Fundo, com sua tradicional cuia histórica, reforçam o vínculo da bebida com a identidade regional. Eventos como a Fenachim movimentam a economia e atraem visitantes interessados na tradição.
Benefícios para a saúde
Estudos apontam que o chimarrão é rico em antioxidantes, que combatem o envelhecimento celular e reduzem riscos cardiovasculares. A presença de cafeína atua como estimulante natural, melhorando foco e disposição física. A erva-mate também é fonte de vitaminas do complexo B, vitamina C e minerais como cálcio, potássio e ferro. Além disso, possui propriedades digestivas e diuréticas, contribuindo para o bem-estar e a hidratação.
Ritual e preparo
O consumo segue um ritual característico: a cuia é preenchida com erva-mate, inclinada para formar espaço vazio, e recebe água quente — sem ferver — para preservar sabor e nutrientes. A bomba metálica é inserida cuidadosamente, e o chimarrão é servido em roda, reforçando o caráter coletivo da tradição.
Reconhecimento cultural
O Dia do Chimarrão reafirma o papel da bebida como patrimônio cultural do Rio Grande do Sul e do Brasil. Mais do que uma prática alimentar, o chimarrão simboliza convivência, pertencimento e continuidade de uma tradição que atravessa gerações e se expande para países vizinhos como Argentina, Uruguai e Paraguai.