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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Genilson Araújo/TV Globo

Sete chefes do Comando Vermelho são transferidos para presídios federais após megaoperação no Rio

Sete líderes do Comando Vermelho começaram a ser transferidos nesta quarta-feira (12) para presídios federais de segurança máxima, após uma megaoperação realizada no Rio de Janeiro. Os detentos estavam em Bangu 1, no Complexo de Gericinó, e foram escoltados por cerca de 40 agentes do Grupamento de Intervenção Tática (GIT) até o Aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador.

A operação foi autorizada pela Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça do Rio, em resposta aos ataques registrados na região metropolitana após ações policiais nos Complexos do Alemão e da Penha. O governo estadual havia solicitado a transferência de 10 integrantes da facção, mas três pedidos foram suspensos por pendências judiciais.

Destino e estratégia

Os sete presos embarcaram rumo ao presídio federal de Catanduvas (PR), de onde serão redistribuídos para unidades em Mossoró (RN), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). A data da nova transferência ainda não foi divulgada.

Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais, com essa operação, o Rio de Janeiro passa a ser o estado com o maior número de presos sob custódia federal: 66 detentos considerados de alta periculosidade. Somente em 2025, 19 novas inclusões foram feitas no Sistema Penitenciário Federal (SPF).

Objetivo da transferência

De acordo com o governo fluminense, os detentos integram a cúpula do Comando Vermelho. A transferência visa enfraquecer a comunicação entre os líderes e os demais integrantes da facção, além de prevenir novos ataques.

A medida atende a um pedido conjunto do Ministério da Justiça e da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, que apontaram risco elevado de novos confrontos caso os chefes permanecessem no sistema estadual.

Quem são os transferidos

  • Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha – atua no Complexo do Alemão
  • Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho – administrador da “caixinha” do CV em Resende
  • Alexander de Jesus Carlos, o Choque ou Coroa – traficante do Complexo do Alemão
  • Marco Antônio Pereira Firmino, o My Thor – do Morro Santo Amaro, membro da comissão da facção
  • Fabrício de Melo de Jesus, o Bicinho – de Volta Redonda, também da comissão
  • Carlos Vinícius Lírio da Silva, o Cabeça – da comunidade do Sabão, em Niterói
  • Eliezer Miranda Joaquim, o Criam – chefe na Baixada Fluminense

A operação reforça a estratégia nacional de isolamento de lideranças criminosas e marca mais um capítulo na repressão ao tráfico de drogas no estado.

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