A família de Lusiane Ribeiro Borges, de 27 anos, segue em busca de respostas sobre o desaparecimento da jovem, ocorrido em Santa Cecília no dia 31 de julho. Em desabafo público, a irmã Juracy Borges expressou a dor e a angústia vividas pela família diante da ausência de informações concretas. “Seguimos vivendo na angústia do silêncio e da falta de informações”, afirmou.
Lusiane foi vista pela última vez ao retornar do trabalho para casa. Imagens de câmeras de segurança registraram a jovem caminhando sozinha em direção à residência do casal no início da noite. Desde então, não houve mais contato com familiares.
Investigação aponta suspeita de feminicídio
O companheiro de Lusiane foi preso no dia 5 de agosto, após a Polícia Civil encontrar vestígios de sangue humano na casa, no veículo e nas roupas dele. Em depoimento, o homem apresentou versões contraditórias e omitiu informações relevantes, como um deslocamento por estrada de chão batido com ramificações, próximo ao Rio Correntes, área considerada de difícil acesso.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCami) de Santa Cecília, com apoio da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Curitibanos, da Polícia Científica, da Polícia Militar Ambiental e do Corpo de Bombeiros. As buscas incluem varreduras terrestres, uso de cães farejadores, embarcações com sonar e sobrevoos com helicóptero.
Mobilização comunitária
No domingo (10), moradores de Santa Cecília realizaram uma caminhada silenciosa em apoio à família de Lusiane e em protesto contra a violência de gênero. Vestindo camisetas pretas e levando flores brancas, centenas de pessoas se reuniram na Praça da Avenida XV de Novembro e percorreram as ruas da cidade com cartazes e mensagens de solidariedade.
O ato reforçou o apelo por justiça e por respostas no caso, que é investigado como feminicídio pela Polícia Civil. A delegada regional Roxane Venturi afirmou que todas as frentes estão sendo exploradas e que o trabalho segue com prioridade máxima.
Apelo por informações
A família e as autoridades pedem que qualquer informação que possa contribuir com a investigação seja repassada à Polícia Civil pelo Disque Denúncia 181. O anonimato é garantido.