Na manhã desta quarta-feira (19/11), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou a Operação Intramuros, que pela primeira vez contou com a participação do Grupo Estadual de Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC), ambos vinculados ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A ação foi realizada em apoio ao Procedimento Investigatório Criminal conduzido pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Curitibanos.
Foram expedidos 8 mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente em 13 municípios catarinenses, incluindo Santa Cecília, além de Lages, São Joaquim, Videira, Pescaria Brava, Rio do Sul, São José, Palhoça, Laguna, Balneário Piçarras, Correia Pinto e São Cristóvão do Sul.
Mais de 104 agentes participaram da operação, com destaque para equipes especializadas da Polícia Penal. Até o momento, foram registradas cinco prisões em flagrante: uma por integrar organização criminosa e lavagem de capitais, três por porte de drogas e uma por porte ilegal de arma de fogo.
Objetivo da operação
A ação busca desarticular uma facção criminosa que, segundo as investigações, atua tanto em Lages quanto em outras cidades do Estado, controlando atividades ilícitas de dentro dos presídios e contando com apoio de integrantes em liberdade.
A investigação contou com apoio da Inteligência da Polícia Penal, que identificou indícios da prática de crimes a partir do uso de celulares dentro das unidades prisionais. O trabalho integrado envolveu também a Diretoria de Segurança e Operações da Polícia Penal, com foco em crimes como tráfico de drogas, homicídios e delitos correlatos.
Origem do nome “Intramuros”
O nome da operação faz referência ao fato de que os investigados, supostamente integrantes da organização criminosa, estariam atuando “intramuros”, ou seja, de dentro das unidades prisionais, em articulação com pessoas em liberdade.
Próximos passos
Materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica para exames periciais. As evidências coletadas servirão para aprofundar as investigações, identificar outros envolvidos e mapear a rede criminosa.
A investigação tramita em sigilo e novas informações poderão ser divulgadas assim que houver publicidade dos autos.