O Fórum da comarca de Brunópolis, no Meio‑Oeste catarinense, será palco nesta sexta‑feira, 20 de junho, do julgamento de um pai e de seu filho, acusados de assassinar um homem de 25 anos em 21 de dezembro de 2022. A denúncia do Ministério Público de Santa Catarina sustenta que a dupla agiu movida pelo desejo de vingança depois de suspeitar que a vítima teria abusado sexualmente da filha e da neta de um deles.
Segundo o processo, o jovem morto estava acompanhado da companheira quando foi à lotérica da cidade naquela tarde de dezembro. No interior do estabelecimento, foi surpreendido pelo filho, que o atingiu sete vezes com uma faca. Em meio ao ataque, o pai chegou e disparou contra o alvo já imobilizado no chão. Ainda conforme a peça acusatória, o agressor desferiu um golpe final no pescoço, provocando morte instantânea.
A ação, rápida e brutal, ocorreu diante de testemunhas, o que permitiu à Polícia Civil reunir indícios suficientes para embasar a acusação de homicídio qualificado. A promotoria descreve premeditação e emprego de meio cruel, fatores que, se reconhecidos pelos jurados, podem agravar a pena.
O caso abalou Brunópolis pelo grau de violência e pela motivação alegada pelos réus. A expectativa é de que o julgamento atraia grande público ao Tribunal do Júri. Caso condenados, pai e filho poderão receber penas que, somadas, ultrapassam 30 anos de reclusão. Já a defesa sustenta legítima defesa da honra e contesta a versão de premeditação, argumentos que serão apreciados pelos sete jurados populares.
Além da repercussão local, o processo reacende o debate sobre justiça pelas próprias mãos e a necessidade de investigação rigorosa em casos de suspeita de violência sexual, evitando que vinganças pessoais descambem para tragédias fatais.