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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: PRF

Operação carnaval em santa catarina registra aumento de mortes nas rodovias

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou nesta quinta-feira (19) o balanço da Operação Carnaval 2026 em Santa Catarina. Entre sexta-feira (13) e quarta-feira (18), foram registrados 157 acidentes, que resultaram em 185 pessoas feridas e 18 mortes. O número de óbitos mais que dobrou em comparação ao mesmo período de 2025, quando ocorreram sete mortes em 126 acidentes.

Fiscalização intensificada

Nos seis dias de operação, a PRF abordou mais de 10 mil veículos e 13 mil pessoas. Ao todo, 9.089 motoristas foram submetidos ao teste do bafômetro, e as condições de segurança de 136 ônibus e vans foram verificadas. Drones sobrevoaram a BR-101, entre a Grande Florianópolis e Itajaí, registrando centenas de flagrantes de imprudência.

Acidentes graves

Duas ocorrências concentraram parte significativa das vítimas fatais. Na terça-feira (17), uma colisão frontal na BR-282, na Grande Florianópolis, resultou na morte de três pessoas da mesma família. Já na manhã de quarta-feira (18), em Itajaí, um acidente na BR-101 deixou três mortos e um ferido em estado grave, mobilizando equipes de resgate aéreo e provocando bloqueio total da pista.

Perfil das ocorrências

Segundo a PRF, metade das mortes ocorreu durante ultrapassagens em rodovias de pista simples. Acidentes envolvendo motocicletas e pedestres representaram um terço dos óbitos registrados. O comportamento dos motoristas foi marcado pela imprudência: 186 condutores foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool e 454 realizando ultrapassagens proibidas.

Além disso, 663 pessoas foram autuadas por não usar cinto de segurança e 71 crianças viajavam sem a cadeirinha obrigatória. O excesso de velocidade também foi recorrente, com 897 veículos flagrados acima do limite permitido.

Alerta da PRF

“O balanço da Operação Carnaval 2026 reforça o alerta de que o emprego de tecnologias e as blitzs são ferramentas auxiliares, mas a segurança no trânsito depende da mudança de postura de quem conduz o veículo”, destacou a PRF no relatório.

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