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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens – Direitos reservados ao autor.

Novas regras de segurança do Pix entram em vigor: rastreamento ampliado e devolução mais rápida em casos de fraude

Entraram em vigor nesta segunda-feira (2) as novas regras de segurança do Pix, definidas pelo Banco Central, com foco na recuperação mais ágil de valores transferidos de forma indevida. A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora permite rastrear o dinheiro mesmo quando os valores são rapidamente transferidos para outras contas — prática comum em crimes financeiros.

Segundo especialistas, a expectativa é que o índice de recuperação aumente de forma significativa e que o sucesso das fraudes caia em até 40%.

Principais mudanças no MED 2.0

  • Rastreamento ampliado: dinheiro pode ser rastreado mesmo em contas intermediárias.
  • Bloqueio automático: contas suspeitas podem ser bloqueadas antes da conclusão da análise.
  • Prazo reduzido: devolução pode ocorrer em até 11 dias.
  • Integração reforçada: maior cooperação entre bancos, instituições de pagamento e órgãos de segurança.
  • Autoatendimento: contestação pode ser feita diretamente pelo aplicativo do banco.

Quando o MED pode ser acionado

O Banco Central esclarece que o mecanismo deve ser usado apenas em casos de:

  • fraude,
  • suspeita de fraude,
  • erro operacional das instituições financeiras.

Não se aplica a situações em que o usuário envia um Pix para o destinatário errado por erro de digitação.

Orientação em caso de golpe

  • O correntista deve contestar a transação o quanto antes pelos canais oficiais do banco.
  • A instituição de origem comunica a recebedora em até 30 minutos.
  • Os valores são bloqueados e o caso analisado.
  • Se confirmada a fraude, o dinheiro é devolvido; caso contrário, os recursos são liberados ao recebedor.

Contexto

Criado em 2021, o MED é considerado um dos principais pilares de segurança do Pix. Com as novas regras, o Banco Central espera desestimular o uso recorrente de contas em crimes financeiros e ampliar a proteção dos usuários do sistema de pagamentos instantâneos.

Essa atualização marca um avanço importante na segurança digital do Brasil, reforçando a confiança no Pix como meio de pagamento.

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