Um grave engavetamento envolvendo 12 veículos na BR-101, em Sangão, no Sul de Santa Catarina, transformou a manhã desta terça-feira, 15 de julho, em um cenário de caos e mobilização de equipes de resgate. O acidente, registrado às 7h13 no km 362 da rodovia, no sentido Sul, foi desencadeado por uma densa neblina que reduziu drasticamente a visibilidade, resultando em quatro pessoas feridas e um congestionamento que alcançou 6 km no sentido Sul e 4 km no sentido Norte.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontou a neblina como o principal fator da colisão, que envolveu carros e caminhões. Equipes da CCR ViaCosteira, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Corpo de Bombeiros e da PRF foram rapidamente mobilizadas para atender a ocorrência. O caso mais grave envolveu quatro caminhões, com dois motoristas presos às ferragens. Um deles, de 26 anos, apresentava suspeita de fraturas na pelve e nas pernas, enquanto o outro, de 34 anos, estava consciente durante o resgate, que exigiu o uso de ferramentas de desencarceramento.
Segundo o balanço da PRF, quatro pessoas ficaram feridas: uma em estado grave, uma em estado moderado e duas com ferimentos leves. Outras 12 pessoas envolvidas no acidente saíram ilesas, e não houve registro de óbitos. Além do engavetamento principal, três acidentes menores foram registrados nas proximidades, também atribuídos à baixa visibilidade, o que exigiu que as equipes de emergência se dividissem para atender todas as ocorrências.
Por volta das 10h15, uma faixa no sentido Sul e duas no sentido Norte foram liberadas, mas o tráfego permanecia lento. A CCR ViaCosteira, concessionária responsável pela rodovia, reforçou a recomendação para que motoristas reduzam a velocidade e mantenham distância segura entre os veículos, especialmente em condições climáticas adversas como neblina. A rodovia segue sob monitoramento, sem previsão para a liberação total das faixas.
O acidente expõe os desafios de segurança em trechos da BR-101, uma das rodovias mais movimentadas do estado, onde condições climáticas adversas frequentemente agravam os riscos. As autoridades continuam investigando os detalhes da ocorrência para determinar eventuais responsabilidades e reforçar medidas preventivas no trecho.