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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens

Justiça condena homem a mais de 26 anos por ataque com facão contra ex-companheira em Fraiburgo

Uma mulher foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de março de 2024, na rua João Paulo I, em Fraiburgo, após sofrer um ataque brutal do ex-companheiro. A caminho do trabalho, ela foi surpreendida pelo agressor, com quem teve três filhas, e só conseguiu escapar com vida ao fingir estar morta. Os golpes de facão atingiram diversas partes do corpo, provocando ferimentos graves e mobilizando equipes de segurança e saúde.

Segundo a investigação policial, o crime foi motivado pela inconformidade do réu com o fim de um relacionamento de 23 anos. À época, ele estava proibido judicialmente de se aproximar da vítima devido ao histórico de violência, mas descumpriu a medida protetiva para cometer a tentativa de homicídio. Como a nova Lei do Feminicídio ainda não estava em vigor na data do ataque, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou o agressor com base na legislação então aplicada, que tratava a violência doméstica contra mulheres como qualificadora do crime de homicídio.

Na semana passada, o réu foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e condenado a 26 anos e oito meses de reclusão em regime inicial fechado. Ele não poderá recorrer em liberdade e retornou ao presídio imediatamente após o veredito. A acusação foi conduzida pelo Promotor de Justiça José da Silva Júnior, que destacou a gravidade do caso: “A brutalidade deste crime revela um total desprezo pela dignidade humana. A vida é o bem mais precioso que temos, e o Ministério Público atuou para garantir que tamanha violência não ficasse impune”.

Os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo MPSC, reconhecendo as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Aspectos como a personalidade do réu e as consequências do crime também foram considerados desfavoráveis, ampliando a pena. Além da condenação por tentativa de homicídio qualificado, o homem recebeu pena adicional de um mês e 23 dias de detenção por ameaça, já que enviou mensagens para uma das filhas anunciando o ataque momentos antes de agredir a ex-companheira.

O caso reforça a importância das medidas de proteção e da atuação rigorosa da Justiça em situações de violência doméstica, evidenciando os riscos enfrentados por mulheres que buscam romper ciclos de agressão e reafirmando a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção e ao acolhimento das vítimas.

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