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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Reprodução/ND

Morte de cavalo mutilado causa comoção e mobiliza polícia e celebridades

Um ato de extrema crueldade contra um cavalo durante uma cavalgada em Bananal, São Paulo, resultou na morte do animal e desencadeou uma onda de indignação que mobilizou a Polícia Civil, a prefeitura e ativistas de todo o país. O caso, ocorrido no último sábado (16), está sendo investigado como abuso a animal com morte, um crime que, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), tem pena agravada de detenção e multa.

Segundo depoimentos de testemunhas, o animal, exausto, deitou no chão durante o evento e não conseguiu mais se levantar. Uma das testemunhas relatou ter ouvido o tutor, Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, dizer “Se você tem coração, melhor não olhar” antes de usar um facão para mutilar as patas do cavalo. O animal não resistiu aos ferimentos e morreu. Na segunda-feira (18), Queiroz foi ouvido pela polícia e liberado. Em sua defesa, ele alegou que o cavalo já estava morto no momento em que ele cometeu o ato.

O caso teve grande repercussão nas redes sociais, com figuras públicas como a cantora Ana Castela, a ativista Luísa Mell e a atriz Paolla Oliveira se manifestando. Ana Castela, por exemplo, apelou para que o suspeito fosse “identificado e denunciado”, enquanto Luísa Mell o classificou como um “monstro” e cobrou justiça imediata. A prefeitura de Bananal também emitiu uma nota de repúdio, informando que solicitou a rigorosa apuração do caso à Polícia Civil e à Polícia Ambiental.

A legislação brasileira prevê detenção de três meses a um ano, além de multa, para casos de maus-tratos a animais. A pena pode ser aumentada de um sexto a um terço caso o crime resulte na morte do animal, como é o caso de Bananal. A investigação continua em curso, e, até o momento, nenhum suspeito foi preso. A comoção pública em torno do incidente coloca em evidência a necessidade de maior fiscalização em eventos rurais e reforça o debate sobre a proteção animal no país, com a sociedade civil e personalidades públicas pressionando por uma resposta exemplar das autoridades.

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