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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens – Direitos reservados ao autor.

Ministério da Saúde lança novo guia nacional da triagem auditiva neonatal

O Ministério da Saúde apresentou neste final de semana o novo Guia Nacional da Triagem Auditiva Neonatal (TAN), durante o 33º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia (CBFa), realizado em São Paulo (SP). O documento traz mudanças nos critérios de avaliação, orientações técnicas e fluxos assistenciais voltados ao cuidado auditivo de recém-nascidos, com o objetivo de ampliar o diagnóstico precoce e garantir acesso ao tratamento.

Entre as principais alterações, o guia revisa os indicadores de risco e direciona os exames conforme o perfil clínico de cada bebê. Até então, todos os recém-nascidos passavam pelos mesmos testes: emissões otoacústicas e o BERA (Teste de Potencial Evocado Auditivo). Na nova versão, crianças que permanecem internadas por mais de cinco dias em UTI neonatal, por exemplo, serão encaminhadas diretamente ao BERA, considerado mais adequado para identificar perdas auditivas retrococleares. A medida busca maior precisão diagnóstica e racionalidade no fluxo de atendimento.

O documento também estabelece novas orientações para maternidades, equipes da atenção primária, serviços de referência e equipes multiprofissionais. A proposta é padronizar indicadores, fortalecer o monitoramento contínuo das ações e otimizar filas de teste e reteste, tornando o acesso mais rápido e equitativo.

Cobertura nacional e metas

Dados do Ministério da Saúde mostram que a cobertura da Triagem Auditiva Neonatal passou de 42% em 2023–2024 para 46% em 2025. A meta é alcançar 70% nos próximos anos. O Distrito Federal lidera os índices, com 95% de cobertura, seguido por Santa Catarina (75%), Mato Grosso do Sul (66%), Rio Grande do Sul (63%) e Minas Gerais (61%). Os demais estados permanecem abaixo de 60%.

Segundo o consultor da Coordenação-Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência, Victor Fonseca Vieira, o avanço depende da ampliação de investimentos e da adesão dos gestores locais. “O objetivo é assegurar que nenhum bebê fique sem acesso ao teste, garantindo equidade e inclusão desde os primeiros dias de vida”, afirmou.

Ações complementares

Além da atualização do guia, o Ministério da Saúde tem intensificado esforços para ampliar a cobertura. Entre as medidas estão a aquisição de novos equipamentos, atualização de normas técnicas e apoio a gestores municipais, estaduais e federais. A pasta também reforça a importância da capacitação de profissionais de saúde para assegurar a qualidade dos exames e o acompanhamento adequado dos casos diagnosticados.

Com as mudanças, o governo espera reduzir o tempo entre a triagem, o diagnóstico e o início do tratamento, ampliando as oportunidades de desenvolvimento comunicativo das crianças e promovendo inclusão social desde a infância.

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