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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
(foto: divulgação/Cobalchini)

Deputado catarinense busca soluções contra impacto de tarifas americanas

O deputado federal Valdir Cobalchini (MDB-SC) participou, na terça-feira, 12 de agosto, de uma reunião na Embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, para discutir os impactos econômicos das novas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros. A medida, anunciada recentemente, afeta setores cruciais da economia catarinense, como móveis, carnes suína e de frango, madeira, motores e equipamentos elétricos. Durante o encontro, o parlamentar solicitou intermediação junto ao presidente Donald Trump para revisar as tarifas, buscando minimizar os prejuízos para as indústrias do estado.

Santa Catarina é um dos estados mais afetados pela elevação tarifária, já que os Estados Unidos são o principal destino das exportações de móveis, absorvendo 58% da produção local, segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). Em 2024, o estado exportou aproximadamente US$ 1,74 bilhão para o mercado americano. Estimativas da Fiesc apontam que as novas tarifas podem gerar perdas anuais superiores a US$ 560 milhões e colocar em risco até 75 mil empregos diretos e indiretos. Cobalchini enfatizou a importância de um comércio bilateral equilibrado para proteger empresas e trabalhadores. “Os impactos são significativos. Estamos falando de setores que sustentam milhares de famílias e movimentam a economia de Santa Catarina”, declarou.

Além da articulação diplomática, o deputado já tomou medidas concretas para enfrentar a crise. Ele protocolou requerimentos ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, solicitando ações emergenciais, como a busca por novos mercados para as exportações catarinenses e o fortalecimento de políticas de apoio à indústria. Cobalchini também sugeriu ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a criação de linhas de crédito especiais e a prorrogação de prazos para pagamento, inspiradas nas iniciativas adotadas durante a pandemia de Covid-19 e a tragédia climática no Rio Grande do Sul.

Nesta quarta-feira, 13 de agosto, o parlamentar deve se reunir com a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Tatiana Prazeres, para avançar nas negociações e explorar alternativas que reduzam os impactos das tarifas. A iniciativa reflete a urgência de proteger a economia catarinense, que depende fortemente do mercado externo. A Fiesc e outros representantes do setor industrial acompanham de perto as tratativas, destacando a necessidade de respostas rápidas para evitar prejuízos duradouros. Enquanto as negociações prosseguem, a articulação política e econômica busca preservar a competitividade das exportações de Santa Catarina e mitigar os efeitos da medida americana no estado.

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