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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens

Defesa de Mauro Cid pede retirada de tornozeleira e abatimento de pena após condenação no STF

A defesa do tenente-coronel Mauro Cid protocolará nesta sexta-feira (12) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a retirada da tornozeleira eletrônica imposta como medida cautelar desde setembro de 2023. O militar foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, após firmar acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal.

Os advogados também solicitarão ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, a detração da pena — ou seja, o abatimento do tempo já cumprido em medidas restritivas desde maio de 2023, quando Cid foi preso preventivamente por suspeita de falsificação de cartão de vacinação contra a covid-19.

Histórico de medidas cautelares

Após a homologação da delação premiada, Cid foi liberado da prisão, mas passou a cumprir uma série de restrições, incluindo:

  • Monitoramento por tornozeleira eletrônica
  • Proibição de sair de casa aos fins de semana
  • Obrigação de comparecimento semanal à Vara de Execução Penal

Segundo a defesa, essas medidas já totalizam mais de dois anos de restrição, o que justificaria o pedido de abatimento integral da pena aplicada pelo STF.

Rejeição ao perdão judicial

Durante o julgamento, a Primeira Turma do STF rejeitou o pedido de perdão judicial para Mauro Cid, mesmo diante da colaboração com as investigações. O ministro Alexandre de Moraes afirmou que clemência constitucional — incluindo indulto, anistia e perdão judicial — não se aplica a crimes contra a democracia e cláusulas pétreas da Constituição.

“Assim como não cabe indulto pelo presidente, não cabe anistia pelo Congresso Nacional, não cabe perdão judicial pelo Poder Judiciário em crimes contra a democracia”, declarou Moraes. O entendimento foi seguido por todos os ministros da Turma.

Desligamento do Exército

Cid também encaminhou, em agosto, pedido de desligamento do Exército. Em conversas com familiares e aliados, afirmou que sua carreira militar estava encerrada. A solicitação foi recebida com “alívio” pela cúpula da Força, segundo apuração , e a decisão sobre o desligamento deve ser oficializada até dezembro.

Próximos passos

A decisão sobre a retirada da tornozeleira e o abatimento da pena caberá ao STF, que deverá avaliar se o tempo de restrição já cumprido é suficiente para extinguir a pena imposta. A defesa sustenta que o acordo de colaboração foi honrado e que o Estado deve reconhecer esse cumprimento.

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