--:--
--:--
  • cover
    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Yandex Imagens

Chapecó decreta emergência por estiagem que castiga agricultura no Oeste de SC

A Prefeitura de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, declarou situação de emergência na última quarta-feira, 19 de março de 2025, devido à estiagem que assola a região. O decreto, assinado pelo prefeito João Rodrigues (PSD), foi fundamentado em um parecer técnico da Defesa Civil Municipal e reflete os severos impactos da seca, sobretudo na agricultura, motor econômico local. Embora os reservatórios da área urbana tenham registrado queda nos níveis de água, o racionamento ainda não foi implementado, mas permanece como possibilidade caso a situação piore. Walter Parizotto, diretor da Defesa Civil, alertou que não há previsão de chuvas significativas até o fim do mês, o que pode agravar o cenário.

A estiagem já afeta 13 municípios do Oeste catarinense, incluindo Chapecó, Herval d’Oeste, Celso Ramos, Zortéa, Vargem, Monte Carlo, Campos Novos, Abdon Batista, Entre Rios, Capinzal, Irati, Jardinópolis e União do Oeste, todos em emergência. No campo, os prejuízos são expressivos: o produtor de hortaliças Genomar Tomasi, por exemplo, perdeu quase 50% de sua produção mensal, um rombo superior a R$ 40 mil. A engenheira agrônoma da Epagri, Elisa Bosetti, explica que a combinação de altas temperaturas e falta de chuva fragiliza as plantas, aumenta a incidência de pragas e prolonga o ciclo produtivo, elevando custos que acabam repassados aos consumidores. A soja, carro-chefe da região, também sofre, especialmente nas lavouras em fase final, impactando diretamente a economia.

Para enfrentar a crise, Chapecó distribui 70 mil litros de água por dia via caminhões-pipa, atendendo 34 pontos de abastecimento e cerca de 100 famílias por local. O decreto, segundo o secretário de Agricultura e Pesca, Mauro Zandavalli, agiliza a liberação de recursos emergenciais e permite que produtores justifiquem perdas a bancos. Além disso, a prefeitura empresta equipamentos e investe em soluções de longo prazo, como a perfuração de poços profundos e a ampliação da rede de distribuição rural. A população é orientada a usar a água com consciência e a fiscalizar vazamentos, enquanto as autoridades monitoram os reservatórios e buscam mitigar os efeitos de uma seca que, por ora, não dá sinais de trégua.

Compartilhe