Uma falha registrada no Sistema Interligado Nacional (SIN) causou um apagão de grandes proporções em Santa Catarina e em pelo menos seis estados brasileiros durante a madrugada desta terça-feira, 14 de outubro. O fornecimento de energia elétrica foi interrompido por até uma hora em diferentes regiões do país, afetando residências, estabelecimentos comerciais e serviços essenciais.
Em Santa Catarina, moradores de cidades como Balneário Camboriú e Navegantes, no Litoral Norte, relataram falta de luz entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça. As queixas foram registradas principalmente nas redes sociais. Até o momento, a CELESC (Centrais Elétricas de Santa Catarina) não divulgou um posicionamento oficial nem detalhou o número de consumidores atingidos.
Além de Santa Catarina, o apagão também afetou os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Amazonas. Em cada região, a duração e os impactos variaram conforme os relatos das distribuidoras locais.
No Rio de Janeiro, a distribuidora Light informou que cerca de 450 mil clientes ficaram sem energia elétrica. Segundo a empresa, foi necessário acionar o Esquema Regional de Alívio de Carga, o que resultou em quedas de energia por aproximadamente 30 minutos.
No Amazonas, a Amazonas Energia relatou que as cidades de Manaus, Parintins e Itacoatiara foram afetadas. A energia foi restabelecida gradualmente, com normalização por volta das 00h25, totalizando cerca de uma hora de interrupção.
Em São Paulo, a distribuidora Enel confirmou que a falha teve origem nacional, mas não detalhou os municípios atingidos nem o número de consumidores afetados.
A causa exata do problema ainda é desconhecida. As distribuidoras envolvidas apontam uma “interferência no Sistema Interligado Nacional”, que teria acionado o desligamento automático da rede elétrica. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deve investigar o motivo da falha nas próximas horas.
Apesar dos transtornos, não há registro de danos estruturais ou acidentes relacionados ao blecaute até o momento. As autoridades seguem monitorando a situação e devem divulgar novos informes conforme o avanço das apurações.