Um grave acidente envolvendo um ônibus de turismo deixou 17 mortos e 17 feridos na noite da última sexta-feira, 17 de outubro de 2025, no km 126,9 da BR-423, na altura do município de Saloá, no Agreste de Pernambuco. O veículo transportava passageiros de Brumado (BA) e cidades do norte de Minas Gerais, que retornavam de uma viagem de compras em Santa Cruz do Capibaribe.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 19h45, quando o motorista perdeu o controle do veículo, invadiu a contramão, colidiu com rochas às margens da rodovia, retornou à pista e, em seguida, bateu contra um barranco de areia, tombando logo após. A dinâmica está sendo analisada por equipes de perícia da PRF e da Polícia Civil de Pernambuco.
Segundo o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho, o motorista relatou que o ônibus teria perdido os freios. “Essa é uma afirmação que ele fez e que será considerada, mas o local ainda está passando por perícia, o veículo será periciado e todos os depoimentos serão tomados para que seja concluído se houve falha mecânica ou não”, declarou em coletiva realizada no sábado (18).
Das 17 vítimas fatais, 15 morreram no local do acidente — sendo 11 mulheres e quatro homens. A 16ª vítima chegou sem vida ao Hospital Municipal de Saloá, e a 17ª faleceu no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns. Os nomes dos mortos ainda não foram divulgados oficialmente. A PRF informou que há indícios de que alguns passageiros estavam sem cinto de segurança, o que pode ter contribuído para a gravidade dos ferimentos.
O atendimento inicial foi realizado em Saloá, com posterior transferência de 18 pacientes para o Hospital Dom Moura. Dos 17 internados, um permanece em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), enquanto os demais apresentam escoriações e ferimentos leves.
O ônibus transportava cerca de 40 passageiros, mas as autoridades ainda investigam se todos os viajantes estavam no mesmo veículo no momento do acidente. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas e circunstâncias do ocorrido, com prazo de conclusão estimado em até 30 dias.
A tragédia reacende o debate sobre a fiscalização de veículos de turismo e o cumprimento das normas de segurança viária, como o uso obrigatório de cintos de segurança e a manutenção preventiva de sistemas mecânicos. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ainda não se pronunciou sobre o caso.