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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Thiago Kaue / SecomGOVSC

Inverno atípico em Santa Catarina terá chegada antecipada do El Niño

Santa Catarina deve sentir os efeitos do El Niño mais cedo do que o previsto. Inicialmente esperado para a Primavera, o fenômeno está se desenvolvendo com maior rapidez e já deve dar sinais em julho, ainda durante o Inverno. A conclusão foi apresentada no Fórum Climático Catarinense, que reuniu meteorologistas e pesquisadores da Defesa Civil estadual, da Epagri/Ciram, do AlertaBlu, do IFSC e da UFSC.

O El Niño é caracterizado pela elevação anormal da temperatura das águas do Oceano Pacífico na região próxima à linha do Equador. Segundo os especialistas, há mais de 80% de chance de o fenômeno se consolidar entre junho e agosto, período em que deve ganhar força, com expectativa de atingir forte intensidade na Primavera.

De forma geral, o El Niño provoca chuvas acima da média e temperaturas mais elevadas do que o habitual. Para este Inverno, isso significa precipitações mais frequentes e menos frio do que o esperado para a estação. O maior impacto no Sul do Brasil deve ocorrer entre setembro e novembro, quando as chuvas tendem a se intensificar. A meteorologista Nicolle Reis, da Defesa Civil de Santa Catarina, destaca que um El Niño forte não implica necessariamente em eventos extremos, mas torna a atmosfera mais favorável à ocorrência deles.

Nos próximos meses, a tendência é de mudança gradual. Em maio, as chuvas permanecem irregulares e abaixo da média, mesmo com a passagem de frentes frias e ciclones extratropicais. A virada de tempo se torna mais evidente a partir de junho, com aumento da frequência de instabilidades. Em anos típicos, os acumulados de chuva para junho e julho variam entre 100 mm e 150 mm na maior parte do estado, superando esse patamar no Grande Oeste. Para 2026, as projeções indicam volumes superiores, com temporais mais intensos em grande parte do território catarinense.

Quanto às temperaturas, maio marca o início do declínio gradual, com incursões de massas de ar frio mais significativas. Junho tende a ser o mês mais rigoroso, com mínimas abaixo de 10°C e máximas próximas dos 20°C. No entanto, ao longo do trimestre, os episódios de frio devem ser menos frequentes e mais passageiros do que o habitual, reflexo direto da evolução do El Niño.

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