O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica do Irã desde 1989, morreu aos 86 anos em 28 de fevereiro de 2026, após ataques aéreos coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra alvos em Teerã e outras regiões do país. A confirmação oficial veio da agência estatal Irna por meio de seu canal no Telegram às 22h29 (horário de Brasília) do sábado, classificando o fato como “martírio”. A televisão estatal iraniana também anunciou a morte no domingo (1º), declarando 40 dias de luto nacional.
Khamenei foi atingido em um complexo residencial e de comando em Teerã durante a ofensiva, que envolveu dezenas de bombardeios contra instalações militares, nucleares e de liderança. A operação contou com inteligência americana e execução principal pela Força Aérea de Israel, com apoio logístico dos Estados Unidos. O presidente americano Donald Trump confirmou a morte em publicação nas redes sociais, descrevendo Khamenei como “uma das figuras mais malignas da História” e celebrando o resultado.
O Irã respondeu com lançamentos de mísseis contra Israel e bases americanas no Golfo Pérsico, atingindo aliados regionais dos EUA. Fontes humanitárias e estatais iranianas reportaram entre 201 e 555 mortos nos ataques iniciais, além de centenas de feridos.
Quem era Ali Khamenei
Nascido em 17 de julho de 1939 em Mashhad, Ali Hosseini Khamenei foi aliado próximo do aiatolá Ruhollah Khomeini e um dos pilares da Revolução Islâmica de 1979. Após exercer a presidência do Irã de 1981 a 1989, assumiu o cargo de líder supremo após a morte de Khomeini.
Como autoridade máxima religiosa e política, controlava as Forças Armadas, a Guarda Revolucionária Islâmica, o Judiciário e influenciava diretamente a política externa e o programa nuclear. Seu governo foi marcado por repressão a protestos internos, apoio a grupos como Hezbollah, Hamas e Houthis, e confronto permanente com Estados Unidos e Israel.
O que aconteceu
Os ataques começaram na madrugada de sábado (28), com explosões registradas em Teerã e outras cidades. Imagens de satélite mostraram destruição significativa no complexo do líder supremo. Inicialmente, autoridades iranianas negaram a morte, afirmando que Khamenei estava “bem e seguro”, mas confirmaram horas depois. O presidente Masoud Pezeshkian classificou o assassinato como “declaração de guerra contra os muçulmanos” e prometeu “vingança legítima”.
Um conselho interino de três membros foi formado para gerir a transição, enquanto a Assembleia de Especialistas prepara a escolha do novo líder supremo, conforme previsto na Constituição iraniana. O aiatolá Alireza Arafi foi indicado para comandar o processo interino.
A morte de Khamenei representa o maior golpe ao regime desde sua fundação em 1979, gerando luto em manifestações pró-governo na capital e celebrações isoladas entre opositores. Analistas apontam riscos de instabilidade interna e escalada regional, com o Hezbollah e outros grupos aliados ampliando ações no Oriente Médio.
O conflito segue em andamento, com trocas de ataques entre as partes. A ONU e líderes internacionais questionam a legalidade dos bombardeios sem aprovação do Conselho de Segurança.