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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Reprodução

Polícia Civil conclui investigação sobre morte do cão Orelha e maus-tratos contra Caramelo em Florianópolis

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta terça-feira (3) a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha e os maus-tratos contra o cão Caramelo, em Florianópolis. O inquérito foi conduzido pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), com apoio de uma força-tarefa estadual.

Responsabilizações

  • Um adolescente foi apontado como autor do ataque que resultou na morte de Orelha; a Polícia Civil pediu à Justiça sua internação em medida socioeducativa.
  • Outros quatro adolescentes foram responsabilizados no caso envolvendo Caramelo.
  • Três adultos foram indiciados por coação de testemunha no episódio relacionado a Orelha.

O ataque contra Orelha

O cão comunitário foi agredido na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, Norte da Ilha. Laudos da Polícia Científica apontam que o animal sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente causada por chute ou objeto rígido. Orelha chegou a ser resgatado por populares, mas morreu em clínica veterinária no dia seguinte.

Levantamento de provas

  • Mais de mil horas de imagens de 14 câmeras de monitoramento foram analisadas.
  • 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes investigados.
  • Roupas usadas no dia do crime foram identificadas em imagens.
  • A localização do suspeito foi confirmada por meio de um software francês utilizado pela corporação.

As investigações mostraram que o adolescente deixou um condomínio às 5h25 e retornou às 5h58, contradizendo seu depoimento inicial. No mesmo dia em que foi identificado, ele viajou para fora do Brasil, retornando apenas em 29 de janeiro, quando foi interceptado no aeroporto. Um familiar tentou esconder peças de roupa ligadas ao crime, posteriormente confirmadas pelo próprio jovem.

Próximos passos

A Polícia Civil destacou que a apuração seguiu rigorosamente o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), enfrentando o desafio de evitar vazamentos de informações enquanto o suspeito estava fora do país. O caso foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário, que avaliarão o pedido de internação.

Além disso, a análise dos dados extraídos dos celulares apreendidos deve reforçar as provas já reunidas e pode revelar novas informações sobre os fatos.

Este caso, que mobilizou grande repercussão social, também inspirou a chamada “Lei Orelha”, em tramitação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, que busca endurecer penas para maus-tratos contra animais.

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