Na madrugada de sábado (3), os Estados Unidos realizaram uma operação militar de grande escala na Venezuela, com registros de explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A ação culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, conforme comunicado oficial do presidente norte-americano Donald Trump.
Imagens divulgadas pelo governo dos EUA mostram Maduro vendado e algemado dentro de um navio da Marinha, a caminho de Nova York, onde deverá responder a acusações de tráfico internacional de drogas e violações de direitos humanos.
Segundo Trump, os Estados Unidos assumirão temporariamente a administração da Venezuela “até que se possa realizar uma transição segura e criteriosa”.
Em Caracas, moradores relataram apreensão após os ataques, com busca por alimentos e insumos diante da possibilidade de instabilidade política. A madrugada foi marcada por explosões e ruas vazias na manhã seguinte.
No exterior, comunidades venezuelanas organizaram manifestações diversas. Em países como Chile e Argentina, opositores celebraram a captura de Maduro. Já em Leiria, em Portugal, grupos de imigrantes venezuelanos demonstraram cautela, destacando que ainda é cedo para avaliar os desdobramentos.
Governos da América Latina também se posicionaram. O presidente da Argentina, Javier Milei, divulgou um vídeo associando o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva a Maduro, o que gerou repercussão diplomática na região.
Maduro estava no poder desde 2013, após a morte de Hugo Chávez, sustentado por apoio militar e medidas de controle político. Sua captura encerra mais de uma década marcada por crise econômica, hiperinflação, escassez de alimentos e denúncias de violações de direitos humanos.
O futuro da Venezuela permanece indefinido. Entre os cenários possíveis estão uma transição política supervisionada pelos Estados Unidos, o risco de instabilidade interna e a possibilidade de reestruturação econômica com apoio internacional. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos, enquanto a população venezuelana enfrenta um momento de incerteza.