O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), se pronunciou publicamente após a operação da Polícia Civil que investiga ameaças contra sua integridade física. Em entrevista ao colunista Ânderson Silva, do grupo NSC, o chefe do Executivo estadual expressou indignação com o episódio e reforçou sua confiança nas forças de segurança.
“Vejo que isso é uma barbaridade. Um cara que nem eu, que não faço mal para ninguém”, declarou o governador, ao comentar o conteúdo das mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp que motivaram a ação policial.
Mensagens motivaram operação em cinco cidades
A investigação teve início no fim da semana passada, após a circulação de mensagens consideradas ameaçadoras em um grupo de WhatsApp. A troca ocorreu na quinta-feira (11), durante visita de Jorginho Mello à cidade de Benedito Novo, onde participou da inauguração de uma quadra esportiva.
Na ocasião, um servidor da prefeitura informou ao grupo que se encontraria com o governador. Em resposta, outros quatro integrantes enviaram mensagens com teor violento, incluindo frases como “não esquece dos molotov”, “vê se essa faca tá afiada mesmo” e “enferrujada. E bem suja”.
A Polícia Civil deflagrou a operação na segunda-feira (15), cumprindo mandados de busca e apreensão em cinco cidades:
- Benedito Novo (SC)
- Campina Grande (PB)
- Cabedelo (PB)
- Álvares Machado (SP)
- Matão (SP)
Celulares dos cinco investigados foram apreendidos e serão submetidos à análise pericial. A investigação busca esclarecer o contexto das mensagens e identificar possíveis responsabilizações legais.
Governador mantém rotina e não reforça segurança
Apesar da gravidade das ameaças, Jorginho Mello afirmou que não reforçou sua segurança pessoal. “Claro que a gente fica observando, uma pessoa estranha você vai olhar um pouquinho agora, mas isso se dissolve já”, disse. O governador destacou que é um homem simples e próximo da população.
Ele também criticou o uso das redes sociais por grupos que, segundo ele, “não têm o que fazer, ficam ameaçando as pessoas”. Ainda assim, garantiu que seguirá exercendo seu mandato com fé e coragem. “Eu sigo trabalhando com fé em Deus, coragem, determinação, fazendo aquilo que é minha missão, e a polícia vai resolver isso”, completou.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil informou que o inquérito permanece em curso e que outras medidas podem ser adotadas conforme o avanço das apurações. A corporação reafirmou seu compromisso com a segurança da população e com o cumprimento da legislação.
As autoridades não divulgaram os nomes dos investigados, e o conteúdo completo das mensagens permanece sob sigilo judicial. A operação reforça a atuação integrada das forças de segurança em casos que envolvem possíveis ameaças a autoridades públicas.