Nesta segunda-feira, 15 de setembro de 2025, a Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou uma operação para apurar a conduta de cinco homens suspeitos de incitar um ataque contra o governador Jorginho Mello. A investigação teve início após o vazamento de mensagens em um grupo de WhatsApp, que resultaram na expedição de mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, São Paulo e Paraíba.
A ação é conduzida pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), com apoio das polícias civis dos estados envolvidos. Os mandados foram autorizados pela Justiça no sábado, dia 13.
Conteúdo das mensagens e contexto da ameaça
As mensagens investigadas foram trocadas na quinta-feira, 11 de setembro, data em que o governador esteve em Benedito Novo para a inauguração de uma quadra poliesportiva. No grupo de WhatsApp, um servidor da prefeitura local informou que encontraria o chefe do Executivo estadual. Em resposta, outros quatro integrantes do grupo enviaram mensagens com conteúdo considerado ameaçador.
Entre os trechos identificados pela polícia estão frases como “não esquece dos molotov”, “vê se essa faca tá afiada mesmo” e “não esquece de rodar depois, importante!!”, além de referência a uma faca “enferrujada. E bem suja”.
Cidades alvo da operação
As buscas foram realizadas nas seguintes localidades:
- Benedito Novo (SC)
- Campina Grande (PB)
- Cabedelo (PB)
- Álvares Machado (SP)
- Matão (SP)
Durante a operação, os celulares dos cinco investigados foram apreendidos para análise pericial. A polícia busca identificar a autoria das mensagens, a motivação dos envolvidos e possíveis conexões com grupos organizados.
Enquadramento legal e desdobramentos
A ocorrência foi inicialmente enquadrada nos crimes de ameaça, incitação ao crime e possível violência política. A Polícia Civil também avalia se há elementos que caracterizem contrabando ou descaminho, conforme previsto na legislação penal.
A investigação segue em andamento, com o objetivo de esclarecer os fatos e determinar eventuais responsabilizações legais. Até o momento, não há informações sobre prisões ou medidas cautelares adicionais. A DEIC não divulgou os nomes dos investigados, e os detalhes sobre o conteúdo completo das mensagens permanecem sob sigilo judicial.