O mês de agosto de 2025 será marcado por temperaturas acima da média na maior parte do Brasil, mas com chuvas próximas ou acima do normal em regiões como o Sul, Norte e Nordeste, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No Sul, massas de ar frio devem provocar episódios de geada, especialmente nas áreas serranas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, enquanto chuvas intensas podem atingir até 50 mm acima da média no noroeste do Rio Grande do Sul, impactando diretamente as atividades agrícolas.
De acordo com Alexandre Nascimento, da Nottus Meteorologia, o inverno no Sul será intenso, com possibilidade de geadas não apenas na região serrana, mas também em áreas do Sudeste, Mato Grosso do Sul e até o sul da Amazônia. “Choveu relativamente bem nas áreas mais sensíveis, e o frio também chegou”, destacou. As chuvas no Sul, embora dentro da média em geral, serão menos volumosas no norte do Paraná, enquanto as temperaturas podem ficar até 1°C acima do normal, exceto nas áreas afetadas pelas massas de ar frio.
Clima por região:
- Sul: Chuvas na média, com excesso no noroeste do Rio Grande do Sul. Geadas são esperadas nas serras, com impacto em culturas como trigo, aveia, canola, centeio e cevada, que podem enfrentar dificuldades no plantio devido à umidade excessiva.
- Sudeste: Chuva acima da média em Minas Gerais e Espírito Santo, com temperaturas entre 20°C e 26°C, favorecendo milho, algodão, café e cana-de-açúcar.
- Centro-Oeste: Umidade variável, com chuvas no centro-sul do Mato Grosso do Sul beneficiando culturas agrícolas, mas calor acima da média no noroeste de Mato Grosso.
- Norte: Amazonas e Roraima terão chuvas até 50 mm acima da média, enquanto o Pará enfrentará temperaturas até 2°C mais altas, com possível escassez de água para a agricultura.
- Nordeste: Chuvas expressivas no litoral da Bahia, Pernambuco e agreste favorecem feijão e milho, com temperaturas acima da média.
Impactos na agricultura:
O excesso de chuva no Sul pode comprometer o plantio de culturas de inverno, enquanto as geadas representam risco para lavouras sensíveis. No Nordeste, as chuvas beneficiam a produção de feijão e milho, mas áreas agrícolas no Norte podem sofrer com a falta de água. No Sudeste e Centro-Oeste, as condições favorecem culturas como café e cana-de-açúcar. A combinação de chuvas e frio também ajuda a reduzir queimadas na Amazônia e no Cerrado, em contraste com 2024.
A previsão climática, aliada às tarifas americanas que afetam exportações brasileiras, como as da indústria madeireira de Caçador, exige atenção dos produtores rurais. A umidade e o frio no Sul demandam planejamento para minimizar perdas agrícolas, enquanto o governo e o setor produtivo monitoram os impactos econômicos das condições climáticas e das pressões comerciais internacionais.