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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: reprodução

Santa Catarina na lista suja: novas faces do trabalho escravo no estado

Santa Catarina voltou a aparecer no radar do combate ao trabalho análogo à escravidão com a inclusão de novos empregadores na mais recente atualização da “Lista Suja”, publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quarta-feira, 09 de abril de 2025. Dos 155 nomes adicionados ao cadastro nacional, que expõe quem submete trabalhadores a condições degradantes, quatro são do estado, evidenciando que o problema persiste mesmo em uma região conhecida por seu desenvolvimento econômico. A lista, atualizada semestralmente desde 2003, é um instrumento de transparência das ações dos auditores-fiscais do Trabalho, que contam com o apoio de instituições como o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Defensoria Pública da União para identificar e coibir essas práticas. Cada caso passa por um rigoroso processo administrativo, com direito à defesa em duas instâncias, antes de ser confirmado como infração definitiva, permanecendo no cadastro por dois anos.

Os empregadores catarinenses recém-incluídos refletem a diversidade de setores onde o trabalho escravo ainda se manifesta. Em Itapiranga, um comércio de hortifrutigranjeiros foi flagrado explorando sete trabalhadores. Em Florianópolis, uma residência entrou na lista por submeter uma trabalhadora doméstica a condições indignas. Já em Bom Retiro, uma propriedade rural envolveu dois trabalhadores em situação análoga à escravidão, enquanto em Criciúma uma empresa foi responsabilizada por 12 casos. No ano passado, cidades como São Joaquim, Rio do Sul, Ituporanga, Urubici e São Bento do Sul também tiveram empregadores listados, mostrando que o problema não é isolado. A nível nacional, as atividades com mais inclusões nesta edição foram criação de bovinos, cultivo de café, trabalho doméstico, produção de carvão vegetal e extração de minerais, mas em Santa Catarina os casos vão desde o campo até o ambiente urbano. Denúncias podem ser feitas de forma sigilosa pelo Sistema Ipê, integrado ao Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas, reforçando o chamado à sociedade para ajudar a erradicar essa chaga. Abaixo, as cidades de Santa Catarina citadas na atualização:

Cidade Atividade Trabalhadores Envolvidos
Itapiranga Comércio de hortifrutigranjeiros 7
Florianópolis Residência (trabalho doméstico) 1
Bom Retiro Propriedade rural 2
Criciúma Empresa (não especificada) 12

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