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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
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Uso de cheques despenca no Brasil e atinge menor nível da história

O uso de cheques no Brasil continuou em forte declínio em 2025, refletindo a consolidação dos meios de pagamento digitais, especialmente o Pix. Segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), foram compensados 112,5 milhões de cheques no ano passado, volume 18,2% inferior ao registrado em 2024.

Na comparação com 1995, quando o Serviço de Compensação de Cheques (Compe) registrou cerca de 3,3 bilhões de documentos, a queda acumulada chega a 96,62%. Os números reforçam a transformação nos hábitos financeiros dos brasileiros ao longo das últimas três décadas.

Apesar da redução no volume de transações, o valor financeiro movimentado pelos cheques ainda é expressivo. Em 2025, o total somou R$ 472,7 bilhões, o que representa recuo de 9,64% em relação ao ano anterior.

O valor médio por cheque aumentou para R$ 4.199,77, ante R$ 3.800,67 em 2024. Para a Febraban, o dado indica que o instrumento tem sido utilizado principalmente em operações de maior valor, como pagamentos de caução, grandes compras ou transações que exigem maior formalidade, enquanto as despesas do dia a dia migraram para alternativas digitais.

A entidade projeta que a tendência de queda no uso de cheques deve persistir, à medida que os meios eletrônicos se consolidam como forma predominante de pagamento no país. O cheque, que já representou o principal instrumento de pagamento no Brasil, hoje corresponde a uma fatia pequena do total de transações financeiras.

Os dados foram divulgados com base no Compe, sistema responsável pela compensação de cheques em âmbito nacional. A Febraban não detalhou projeções para 2026, mas reforçou que a digitalização dos pagamentos continua alterando o cenário bancário.

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