Na quarta-feira, 2 de abril de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova política comercial que vai atingir o Brasil e outros parceiros dos EUA com tarifas de importação. A partir de 5 de abril, todos os produtos brasileiros enfrentarão uma taxa fixa de 10%, enquanto aço e alumínio manterão as tarifas específicas de 25% já em vigor. A medida faz parte de um decreto que estabelece tarifas recíprocas, mirando países que, segundo Trump, “taxam injustamente” os produtos norte-americanos. Ele detalhou que as alíquotas serão, no mínimo, metade do que cada nação cobra dos EUA, começando sempre em 10%, com taxas maiores para os maiores déficits comerciais a partir de 9 de abril.
“Os números são desproporcionais, são injustos. Vamos impor uma tarifa mínima de 10% para reconstruir nossa economia e evitar a trapaça”, declarou Trump em um discurso no Rose Garden da Casa Branca. Ele defendeu que as tarifas forçarão países a pagar pelo acesso ao “maior mercado do mundo” e incentivou a transferência de fábricas para os EUA como forma de escapar das taxas. “Tarifas protegem nosso país de danos econômicos e, mais importante, trazem crescimento”, afirmou, destacando que a medida visa reequilibrar o comércio global e fortalecer a indústria americana.
Para o Brasil, a tarifa base será de 10%, mas a China enfrentará um impacto maior, com 34% sobre seus produtos, reflexo dos 67% que, segundo Trump, Pequim impõe aos EUA. A União Europeia também está na mira, com uma taxa de 20% em resposta aos 39% que o bloco supostamente aplica. “Eles são comerciantes muito duros”, criticou o presidente sobre os europeus. A seguir, uma tabela com as principais tarifas anunciadas:
| País/Bloco | Tarifa dos EUA | Tarifa alegada pelo país sobre os EUA |
|---|---|---|
| Brasil | 10% | Não especificada (base mínima) |
| China | 34% | 67% |
| União Europeia | 20% | 39% |
| Outros países (base) | 10% | Variável |
As tarifas específicas para países com grandes déficits comerciais, como China e UE, começam em 9 de abril, enquanto a taxa universal de 10% entra em vigor quatro dias antes. A estratégia de Trump, que ele chamou de “Dia da Libertação” para a economia americana, já provoca reações globais, com mercados em alerta e governos avaliando possíveis retaliações.