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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens

Tarifaço de Trump ameaça exportações de Santa Catarina

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos importados, anunciada por meio de uma carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 9 de julho, coloca em alerta os setores econômicos de Santa Catarina. A medida, que entra em vigor a partir de 1º de agosto, afeta diretamente o estado, que tem nos EUA seu principal parceiro comercial. Um levantamento da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) detalha os impactos, destacando o setor madeireiro e indústrias de alta tecnologia como os mais vulneráveis.

Os Estados Unidos absorvem 15% das exportações catarinenses, com um volume de cerca de US$ 1,2 bilhão por ano nos últimos 20 anos, tornando o país o maior comprador de produtos do estado. Santa Catarina é o sexto estado brasileiro que mais exporta para os EUA, respondendo por 4% do total nacional. O setor madeireiro, incluindo madeira e móveis, representa quase 40% das vendas para o mercado americano, enquanto outros 40% vêm de segmentos de alta intensidade tecnológica, como equipamentos elétricos, de transporte, máquinas e outros equipamentos. Além disso, produtos como suco de frutas e peixes congelados têm nos EUA seu principal consumidor, embora carnes de aves e suínas sejam mais demandadas na Ásia.

O levantamento da Facisc aponta que, apesar da relevância dos EUA, sua participação nas exportações catarinenses caiu nos últimos 20 anos, com países como China, México, Filipinas e Emirados Árabes ganhando espaço. Ainda assim, exceto pelo período de 2018 a 2020, os EUA se mantiveram como o maior destino dos produtos do estado. A nova tarifa, que eleva significativamente os custos de exportação, ameaça a competitividade de setores estratégicos, podendo impactar empregos e a economia local.

A resposta do Brasil à carta de Trump, conforme reportado, indica esforços para negociar alternativas, mas o cenário permanece incerto. A Facisc alerta que a medida pode comprometer a receita de exportadores catarinenses, especialmente em um momento de diversificação de mercados. A situação exige atenção de autoridades e empresários, que buscam estratégias para mitigar os efeitos da política protecionista americana e proteger a economia de Santa Catarina, um dos pilares do comércio exterior brasileiro.

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