Entre 1º de janeiro de 2025 e esta sexta-feira (6), 113 pessoas já morreram por gripe em Santa Catarina, quase uma morte por dia, segundo painel da Secretaria de Estado da Saúde (SES) atualizado diariamente. O número está perto dos 129 registrados em todo o ano passado.
A faixa etária mais afetada é a de 60 a 69 anos, com 31 mortes. Entre 70 e 79 anos, foram registradas 27 mortes, e acima dos 80 anos, 25 pessoas faleceram.
🔎Para entender: a influenza é o vírus que transmite a gripe. No Brasil, os tipos de vírus influenza de maior circulação são a influenza A e a influenza B. A vacina protege contra três cepas diferentes do vírus – H1N1 e H3N2 (influenza A) e um da influenza B.
Com 18 mortes, Florianópolis lidera a lista no estado:
- Florianópolis: 18 mortes;
- Chapecó: 13 mortes;
- Lages : 10 mortes;
- Joinville: 9 mortes;
- Tubarão: 4 mortes.
Segundo Fábio Gaudenzi, médico infectologista da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), o grande número de casos em pouco tempo tem impactado o serviço de saúde. A taxa de ocupação dos leitos de UTI para adultos está em 96% no estado.
“A gente começa a ver filas nas unidades básicas, filas nas UPA, porque aumenta o número de casos em um curto período de tempo”, comentou.
Os municípios têm incentivado a população a se vacinar com medidas como a ampliação de horários. Outra ajuda é a expansão da vacinação para toda a população antes mesmo da determinação do governo federal.
Mesmo assim, a taxa de imunização do grupo prioritário continua abaixo do esperado. Até esta sexta, apenas 41% das gestantes, crianças e idosos foram vacinados em dois meses de campanha. A porcentagem é maior que a média nacional, que está em 35%, mas ainda ainda é muito menor que a meta do governo, de 90%.