A partir desta segunda-feira (2), trabalhadores brasileiros passam a receber o salário referente ao mês de janeiro já com o novo piso nacional. O salário mínimo de 2026 foi fixado em R$ 1.621,00, representando um aumento de R$ 103,00 em relação ao ano anterior.
O reajuste de 6,79% segue a política de valorização que combina a inflação medida pelo INPC com o crescimento do PIB, respeitando os limites do arcabouço fiscal. Segundo o Dieese, a medida deve beneficiar 61,9 milhões de pessoas e injetar mais de R$ 81 bilhões na economia nacional.
Valores de referência para 2026
- Mensal: R$ 1.621,00
- Diário: R$ 54,04
- Hora de trabalho: R$ 7,37
Impacto nos benefícios e contribuições
INSS (Aposentadorias e Pensões):
- Quem recebe um salário mínimo passa a ganhar R$ 1.621,00.
- Beneficiários acima do piso tiveram reajuste de 3,90%, correspondente apenas à inflação.
- Teto do INSS: R$ 8.475,55.
Seguro-Desemprego:
- Parcela mínima: R$ 1.621,00.
- Parcela máxima: R$ 2.518,65.
Contribuição de Autônomos e MEI:
- MEI e baixa renda (5%): R$ 81,05 (+ impostos como ICMS/ISS).
- Plano simplificado (11%): R$ 178,31.
- Plano normal (20%): R$ 324,20.
Tabela progressiva de desconto do INSS (CLT):
- Até R$ 1.621,00: 7,5%
- De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
- De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
- De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%
Relevância econômica
O novo piso nacional impacta diretamente aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e contribuições previdenciárias, além de servir como referência para contratos de trabalho e benefícios sociais. O reajuste, segundo especialistas, reforça o poder de compra da população e movimenta setores estratégicos da economia.
Essa atualização marca o início do calendário trabalhista de 2026 e reflete a política de valorização do salário mínimo adotada pelo governo federal.