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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Roni Rigon/Agencia RBS

Páscoa 2026 deve movimentar comércio em Santa Catarina com gasto médio de R$ 253, aponta Fecomércio SC

A Páscoa de 2026 deve impulsionar significativamente o comércio em Santa Catarina, com os consumidores planejando elevar seus gastos. De acordo com pesquisa realizada pela Fecomércio SC, o gasto médio previsto para as compras de Páscoa atinge R$ 253 — um aumento nominal de 8,4% em relação ao ano anterior. Quando ajustado pela inflação, o crescimento real chega a 4%, o maior valor da série histórica iniciada em 2018.

O presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, atribui o otimismo aos indicadores econômicos recentes: “Esperamos uma boa Páscoa para o comércio. É o que indica a nossa pesquisa. No ano passado, o crescimento foi menor, abaixo até mesmo da inflação. Para este ano, a expectativa é de vendas melhores, como reflexo desse maior otimismo do consumidor”.

Em fevereiro de 2026, a intenção de consumo avançou 0,5%, enquanto a percepção sobre emprego e renda cresceu 2,4% e 1,6%, respectivamente. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil também contribui para aumentar a renda disponível das famílias, favorecendo despesas sazonais.

Criciúma lidera gastos entre as cidades pesquisadas

A pesquisa abrangeu sete cidades catarinenses. Criciúma apresenta o maior gasto médio projetado: R$ 270, com salto de 50% em relação a 2025. Em seguida aparecem Florianópolis (R$ 268), Chapecó (R$ 266), Blumenau (R$ 265), Lages (R$ 260), Itajaí (R$ 243) e Joinville (R$ 197). Apenas Chapecó e Blumenau registraram queda no valor médio esperado.

Comportamento de compra e preferências

A maioria dos consumidores (44,3%) planeja deixar as compras para a semana da Páscoa, enquanto 18,9% pretendem comprar na véspera. Apenas 23% farão as aquisições com até duas semanas de antecedência e 5,3% com mais de duas semanas. Compras no dia exato representam 3,2%.

Entre os produtos, os chocolates industrializados dominam: 36,8% optam por ovos de Páscoa de produção industrial e 33,7% por chocolates industrializados em geral. Produtos artesanais têm menor adesão — ovos artesanais (15,8%) e chocolates artesanais em geral (11,9%). Além disso, 10,7% pretendem comprar brinquedos, 5,4% roupas ou calçados e 0,4% flores.

Formas de pagamento e canais de compra

O Pix se consolida como principal meio de pagamento, citado por 30% dos entrevistados, seguido de dinheiro à vista (20,7%) e parcelamento no cartão de crédito (20,1%). Débito responde por 16,4% e crédito à vista por 10,8%.

Houve mudanças relevantes nos locais de compra: o comércio de rua caiu de 49,3% para 34,2%, enquanto os supermercados cresceram de 40,4% para 44,1%. Lojas de shopping registraram salto expressivo, passando de 3,3% para 12,7%, e as compras online mais que dobraram, alcançando 6,6% — o maior percentual da série histórica.

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