O Banco Central (BC) anunciou o fim do limite diário de R$ 500 por transação no Pix por aproximação. A mudança entra em vigor em 1º de outubro de 2026 e foi oficializada por instrução normativa publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira (17). Com a nova regra, caberá aos usuários negociar diretamente com seus bancos e instituições financeiras os valores permitidos para cada operação.
Desde a implementação da modalidade, em fevereiro de 2025, o teto de R$ 500 havia sido estabelecido pelo BC como medida de segurança para as transações realizadas por aproximação. A partir de outubro, esse limite deixa de existir como parâmetro nacional, sendo substituído por definições individuais entre clientes e instituições.
Como funciona o Pix por aproximação
A modalidade opera de forma semelhante aos pagamentos feitos com cartões vinculados a carteiras digitais. Para utilizá-la, o usuário deve associar sua conta bancária a aplicativos como Google Pay, Apple Pay ou Samsung Pay e obter autorização junto à instituição financeira. A partir daí, basta aproximar o celular da maquininha de pagamento e confirmar a operação — sem necessidade de abrir o aplicativo do banco a cada transação.
Pix como principal meio de pagamento do país
Em pouco mais de cinco anos de funcionamento, o Pix consolidou-se como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil. Dados do BC indicam que a ferramenta já é usada por 76,4% da população brasileira, tendo movimentado mais de R$ 75 trilhões desde sua criação e registrado cerca de 181 bilhões de operações.
Especialistas apontam que a expansão do sistema também contribuiu para a inclusão financeira de parcelas da população historicamente sem acesso a serviços bancários e meios de pagamento digitais.
A nova medida acompanha o aumento da confiança dos brasileiros nos pagamentos digitais e busca ampliar a flexibilidade tanto para consumidores quanto para comerciantes, que poderão adequar os limites de transação às suas próprias rotinas e necessidades.