A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 30 de julho de 2025, a Operação Caixa Preta, que investiga a compra de votos nas eleições municipais de 2024 em Roraima. Entre os alvos estão o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, a deputada federal Helena da Asatur (MDB) e seu marido, o empresário Renildo Lima. A operação incluiu o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão nos estados de Roraima e Rio de Janeiro, além do bloqueio judicial de mais de R$ 10 milhões nas contas dos investigados.
A investigação teve início após a apreensão de R$ 500 mil em setembro de 2024, às vésperas das eleições municipais, segundo nota da Polícia Federal. Os mandados foram executados em locais ligados aos investigados, incluindo a sede da CBF, no Rio de Janeiro, onde agentes estiveram entre 6h24 e 6h52. A CBF emitiu comunicado esclarecendo que a operação não tem relação com a entidade ou com o futebol brasileiro, destacando que Samir Xaud não é o foco principal das apurações. “Nenhum equipamento ou material foi levado pelos agentes. O presidente Samir Xaud permanece tranquilo e à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos”, afirmou a nota oficial.
Samir Xaud, de 41 anos, foi eleito presidente da CBF em 25 de maio de 2025, tornando-se o mais jovem a ocupar o cargo, com mandato até 2029. A operação, determinada pela Justiça Eleitoral de Roraima, apura suspeitas de irregularidades no pleito municipal, mas a Polícia Federal não divulgou detalhes específicos sobre o envolvimento dos alvos. Até o momento, a CBF informou não ter recebido informações oficiais sobre o objeto da investigação.
A Operação Caixa Preta reforça os esforços das autoridades para combater práticas ilícitas em processos eleitorais, um tema sensível em Roraima, onde denúncias de compra de votos têm sido recorrentes. A inclusão de figuras de destaque, como o presidente da CBF e uma deputada federal, aumenta a visibilidade do caso, que agora está sob análise detalhada da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral. As investigações seguem em andamento para esclarecer a origem e o destino dos recursos apreendidos, bem como a participação dos envolvidos no suposto esquema.