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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Divulgação

Novo Cartão Nacional de Saúde passa a usar CPF como identificador único no SUS

O governo federal anunciou nesta terça-feira (16) a substituição do número do Cartão Nacional de Saúde (CNS) pelo Cadastro de Pessoa Física (CPF) como identificador único dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, como parte de um processo de modernização e integração digital do sistema público de saúde.

Limpeza da base de dados e inativação de cadastros

Desde julho de 2025, o Ministério da Saúde iniciou uma ampla revisão da base de dados CADSUS, que reúne os registros dos usuários do SUS. O objetivo é eliminar cadastros duplicados, inconsistentes ou sem vínculo com o CPF. Dos cerca de 340 milhões de registros existentes, 286,8 milhões permanecem ativos. Desses, 246 milhões já estão vinculados ao CPF, enquanto 40,8 milhões seguem em fase de avaliação para inativação.

A estimativa do governo é que 11 milhões de cadastros sejam inativados por mês, totalizando 111 milhões até abril de 2026. A meta final é que a base ativa do CADSUS coincida com o número de CPFs ativos na Receita Federal, atualmente em torno de 228,9 milhões.

Benefícios da mudança

Segundo o ministro Alexandre Padilha, a adoção do CPF como identificador único representa uma “revolução tecnológica no SUS”, com ganhos em eficiência, segurança, planejamento de políticas públicas e combate a desperdícios. A medida também fortalece a produção científica ao permitir o cruzamento de dados com outras bases governamentais.

A ministra Esther Dweck destacou que a iniciativa consolida um processo iniciado em 2023 e reforça a construção de um Estado digital inclusivo e confiável. “A saúde é um exemplo de integração federativa e mostra como a maturidade institucional permite avançar em soluções digitais em parceria com estados e municípios”, afirmou.

Integração com sistemas e atendimento a populações sem CPF

O novo modelo permitirá a integração do CPF com sistemas como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o prontuário eletrônico da atenção primária. Isso facilitará o acesso ao histórico de vacinação, medicamentos do Programa Farmácia Popular e outros serviços de saúde digital.

Pacientes que não possuem CPF — como estrangeiros, indígenas ou pessoas sem documentação no momento do atendimento — continuarão sendo atendidos normalmente. Nesses casos, será gerado um cadastro temporário válido por até um ano. Após esse período, será exigida a regularização e inclusão do CPF.

A expectativa é que todo o sistema esteja adaptado à nova estrutura até dezembro de 2026. O novo Cartão Nacional de Saúde estará disponível em formato digital, dispensando a necessidade de impressão física, e poderá ser acessado por meio do aplicativo Meu SUS Digital.

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