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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens – Direitos reservados ao autor.

MPSC denuncia 14 pessoas por integrar organização neonazista com atuação em quatro estados

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou à Justiça 14 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa neonazista com atuação em Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Sergipe. A denúncia foi protocolada pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital na segunda-feira (15) e aguarda análise do Poder Judiciário. Caso seja aceita, os investigados passarão à condição de réus em ação penal.

Entre os denunciados estão o suposto líder da organização, identificado pelos integrantes como o “Führer brasileiro”, seu principal auxiliar, uma escrivã da Polícia Civil de São Paulo, um policial militar paulista e um advogado que, segundo a investigação, prestaria apoio jurídico ao grupo. Oito dos acusados também foram denunciados por racismo e apologia ao nazismo, além do crime de organização criminosa.

Segundo o MPSC, o grupo possuía estrutura hierárquica definida, regras internas, sistema de recrutamento e cobrança de mensalidades dos membros oficialmente integrados. Os recursos arrecadados seriam utilizados para financiar atividades internas, materiais de propaganda e manutenção da estrutura. Os integrantes utilizavam plataformas digitais, perfis falsos e fóruns na internet para disseminar conteúdos de intolerância racial, religiosa, política e sexual, além de mensagens de exaltação ao nazismo e à supremacia branca. Durante as investigações, foi identificado o uso do símbolo conhecido como “Sol Negro”, associado ao ocultismo nazista.

A denúncia aponta ainda que o grupo realizava ações chamadas internamente de “rolês” — deslocamentos organizados para monitorar, perseguir e confrontar pessoas consideradas adversários ideológicos — e produzia dossiês com informações sobre possíveis alvos. Os membros adotavam técnicas de segurança digital para dificultar a identificação e o rastreamento das atividades.

Operação Nuremberg

As investigações foram conduzidas pela 39ª e pela 40ª Promotorias de Justiça da Capital, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), por meio do CyberGaeco. A Operação Nuremberg foi deflagrada em outubro de 2025 com o cumprimento simultâneo de 21 mandados de busca e apreensão em Jaraguá do Sul e Cocal do Sul (SC), Curitiba e São José dos Pinhais (PR), São Paulo, Campinas e Osasco (SP) e Aracaju (SE). Durante as buscas, foram apreendidos materiais com apologia ao nazismo, armas brancas, facas e socos ingleses.

O nome da operação faz referência aos Julgamentos de Nuremberg, realizados após a Segunda Guerra Mundial como marco na responsabilização de envolvidos em crimes relacionados ao nazismo.

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