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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: Reprodução/Redes sociais

Morango do amor: febre nas redes preocupa saúde e finanças

O “morango do amor”, sobremesa que conquistou as redes sociais, tornou-se uma sensação em todo o Brasil, inspirando filas em confeitarias e conteúdos virais na internet. Composto por um morango coberto com brigadeiro branco e envolto em uma crocante calda de caramelo vermelho, o doce, que remete à tradicional maçã do amor, tem atraído consumidores pelo visual atraente e pela promessa de uma experiência única. No entanto, especialistas alertam que o consumo frequente pode trazer riscos à saúde e ao bolso, especialmente diante do alto custo por unidade e do valor calórico elevado, que pode chegar a 300 calorias ou mais, dependendo do tamanho.

A popularidade do morango do amor é impulsionada por vídeos nas redes sociais, que destacam o recheio escorrendo e o som crocante ao morder, criando um efeito de desejo imediato. Thiago Ayala, especialista em psicologia da saúde e terapia cognitivo-comportamental, explica que o fenômeno reflete uma pressão social para acompanhar tendências. “Não é só sobre o doce, é sobre fazer parte de algo que todos estão experimentando. Isso leva as pessoas a gastarem mais do que o planejado, enfrentando filas longas só para provar o que viram online”, observa. Ayala alerta que esse comportamento, quando recorrente, pode gerar insatisfação e comprometer as finanças, já que o preço elevado do doce nem sempre corresponde à expectativa criada.

Do ponto de vista nutricional, a sobremesa também levanta preocupações. Apesar de conter morango, uma fruta rica em vitamina C, antioxidantes e fibras, o doce é calórico devido ao brigadeiro e à calda açucarada. A nutricionista Laura Oliveira Pael destaca que uma única unidade pode ter 300 calorias, e o consumo frequente pode levar a picos de glicemia, ganho de peso, resistência à insulina e até agravamento de quadros de obesidade ou diabetes. “O excesso pode alterar a permeabilidade intestinal, aumentando a vulnerabilidade a alergias e doenças autoimunes”, explica. Para alternativas mais saudáveis, Pael sugere combinar morangos com chocolate 70% cacau, creme de ricota ou iogurte natural sem açúcar, e recomenda consumi-los após refeições principais para evitar picos glicêmicos.

A febre do morango do amor também movimenta o comércio, com estabelecimentos, como uma panificadora em Santa Catarina que vendeu 700 unidades em 24 horas, capitalizando a popularidade do doce. Contudo, especialistas reforçam a importância de moderação, tanto para proteger a saúde quanto para evitar gastos impulsivos. Enquanto a sobremesa continua a dominar as redes, a reflexão sobre seus impactos financeiros e nutricionais ganha espaço, incentivando consumidores a buscar um equilíbrio entre aproveitar a novidade e manter hábitos saudáveis e sustentáveis.

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