Técnicos do Ministério da Saúde realizam visita em Santa Catarina até quarta-feira (5) para conhecer o cenário da dengue. Além disso, 41 cidades catarinenses são classificadas como alto risco de transmissão da doença, conforme o boletim epidemiológico sobre o LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypt) de março de 2023.
A Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica) informou que os profissionais do governo federal chegaram após pedido da SES (Secretaria de Estado da Saúde) para avaliar e conhecer de perto a situação.
“As reuniões e visitas aos hospitais são exclusivas para os técnicos e profissionais da saúde. As atividades se concentram na Grande Florianópolis e em Joinville, no Norte do Estado. Regiões que concentram a maioria dos casos de dengue em Santa Catarina”, complementa a Diretoria de Vigilância Epidemiológica por meio de nota.
A visita técnica segue até quarta-feira (5), quando o governo estadual divulgará o balanço das ações de combate à dengue.
Cidades de SC em alto risco de transmissão da dengue
Além disso, outros 41 municípios apresentam alto risco, 53 médio e 44 baixo para transmissão da dengue. De acordo com a Dive, os resultados do documento auxiliam na compreensão do cenário da doença no Estado.
Veja as cidades com alto risco de transmissão:
Abelardo Luz;
Águas de Chapecó;
Alto Bela Vista;
Arabutã;
Balneário Camboriú;
Blumenau;
Bom Jesus;
Bombinhas;
Brusque;
Camboriú;
Chapecó;
Cordilheira Alta;
Coronel Freitas;
Cunha Porã;
Cunhataí;
Florianópolis;
Formosa do Sul;
Ipira;
Iraceminha;
Itajaí;
Itapema;
Joinville;
Maravilha;
Modelo;
Mondaí;
Navegantes;
Palma Sola;
Peritiba;
Pinhalzinho;
Quilombo;
Riqueza;
Romelândia;
São Bernardino;
São Carlos;
São Lourenço do Oeste;
São Miguel do Oeste;
Saudades;
Sombrio;
Tigrinhos;
Xanxerê;
Xaxim.
As cidades em alto risco (vermelho) representam 29,7% das 138 cidades catarinenses que realizaram o levantamento de risco para a transmissão de dengue, chikungunya e zika.
Vale ressaltar que 143 cidades foram orientadas a realizar o LIRAa, mas Biguaçu, Luzerna, Santo Amaro da Imperatriz e São João Batista não fizeram a atividade. Os municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti precisam produzir o documento duas vezes por ano, uma em março e outra em novembro.
Destaca-se que, dos municípios com alto risco, 11 estão localizados na região de saúde Oeste, nove no Extremo Oeste, seis na Foz do Rio Itajaí, seis em Xanxerê, quatro no Alto Uruguai, dois no Médio Vale do Itajaí, um na Grande Florianópolis, um no Extremo Sul Catarinense, e um no Nordeste.
Dos 41 municípios com alto risco, 21 registraram casos autóctones de dengue neste ano. Vale destacar que os três municípios da Grande Florianópolis (Biguaçu, Santo Amaro da Imperatriz e São João Batista) que não realizaram a atividade, também registraram casos autóctones de dengue.
Fonte: ND