O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou em 28 de abril de 2025 que o projeto para ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) não será votado antes do recesso parlamentar de julho, ficando reservado para o segundo semestre. Em evento promovido pelo Banco Safra em São Paulo, Motta justificou o adiamento pelo elevado impacto econômico da proposta, que exige reformulações para evitar desequilíbrios fiscais. Uma comissão especial será instalada na próxima semana para analisar o texto, com o deputado Arthur Lira (PP-AL) como relator, encarregado de definir o cronograma de votação. O presidente da Câmara antecipou que o projeto sofrerá mudanças substanciais, buscando um modelo que minimize danos à economia, com aprovação prevista entre setembro e dezembro. A tramitação respeitará prazos constitucionais, como a “noventena”, que impõe 90 dias para certas medidas entrarem em vigor, ou a anualidade, que pode levar a votação até o fim do ano. Durante o evento, Motta também abordou a necessidade de revisar os gastos públicos e melhorar a eficiência administrativa, defendendo que o Executivo assuma a liderança, mas com colaboração do Congresso. Ele mencionou recente encontro com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, onde reforçou a importância de medidas estruturantes em 2025, antes das eleições de 2026. Segundo Motta, avançar nessas reformas no primeiro semestre poderia gerar otimismo político, mas a complexidade do projeto do IR e a necessidade de consenso com o governo apontam para um processo prolongado. A proposta, que promete aliviar a carga tributária de milhões de brasileiros, segue no centro do debate, mas enfrenta o desafio de conciliar benefícios sociais com a sustentabilidade financeira do país.
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