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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Fotos: Julio Cesar Silva/MDIC

Indústria catarinense pleiteia isenção tarifária para madeira e móveis em negociação com os EUA

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) formalizou nesta terça-feira (7) um pedido ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para que os setores de madeira e móveis sejam incluídos na lista de exceções ao tarifaço norte-americano. A solicitação ocorre no contexto das negociações entre o governo brasileiro e os Estados Unidos para revisão das tarifas de importação.

O pleito foi apresentado pelo presidente da FIESC, Gilberto Seleme, durante reunião convocada pelo Fórum Parlamentar Catarinense. O encontro contou com a presença do ministro da Agricultura, Carlos Henrique Fávero, representantes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX), e os deputados Pedro Uczai (coordenador do Fórum), Valdir Cobalchini, Ana Paula Lima, Rafael Pezenti e Luiz Fernando Vampiro.

Seleme destacou a relevância econômica dos setores para Santa Catarina e para o país. Segundo ele, Alckmin reconheceu a importância estratégica das indústrias de madeira e móveis, classificando-as como “a prioridade das prioridades” nas tratativas com o governo norte-americano. O vice-presidente também informou que o Brasil solicitou a suspensão temporária da tarifa de 40% aplicada aos produtos enquanto as negociações estão em andamento.

A FIESC defende que a medida é essencial para preservar a competitividade das empresas exportadoras e mitigar os impactos sociais e econômicos provocados pelas tarifas. “O objetivo é garantir a manutenção de empregos e a competitividade das indústrias de madeira e móveis”, afirmou Seleme.

Dados apresentados pela entidade indicam que Santa Catarina responde por 36,7% das exportações brasileiras de produtos de madeira e por 27,6% das exportações de móveis. Em 2024, 41% dos produtos de madeira e 46,5% dos móveis catarinenses tiveram como destino os Estados Unidos, evidenciando a dependência do mercado norte-americano.

O estado concentra ainda 25% da força de trabalho nacional no setor de madeira, com 43 mil trabalhadores distribuídos em 2,6 mil empresas. No setor moveleiro, são 30 mil profissionais empregados em 3,3 mil indústrias. Os números reforçam a liderança catarinense nos dois segmentos e a necessidade de medidas que assegurem sua sustentabilidade diante do cenário internacional.

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