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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília

Estudo alerta para aumento de risco de trombose em mulheres que utilizam contraceptivos orais combinados

Um recente estudo publicado pelo Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research revelou que mulheres em idade reprodutiva enfrentam um aumento no risco de Trombose Venosa Profunda (TVP) ao optarem por Contraceptivos Orais Combinados (COC). De acordo com a pesquisa, o risco varia de 5 a 10 casos a cada 10 mil mulheres por ano, enquanto aquelas que fazem uso de COC enfrentam um aumento para 8 a 10 casos anuais.

A TVP é uma condição caracterizada pela formação de coágulos nas veias profundas, podendo resultar em obstrução parcial ou total do fluxo sanguíneo. O estudo aponta que o uso de COC também eleva significativamente o risco de tromboembolismo venoso, uma condição que engloba tanto a TVP quanto a embolia pulmonar.

A ginecologista e especialista em saúde da mulher, Ana Carolina Romanini, destaca que nem todas as pílulas anticoncepcionais apresentam o mesmo risco de desenvolvimento de trombose. Segundo ela, as pílulas combinadas, que contêm estrogênio e progestágeno, são as principais responsáveis pelo aumento do risco. No entanto, ela enfatiza que existem alternativas, como contraceptivos injetáveis, anel vaginal combinado, DIU e até mesmo a laqueadura, que oferecem benefícios semelhantes.

O estudo destaca que o risco é maior em mulheres que utilizam pílulas contendo ciproterona, drospirenona, gestodeno e desogestrel, associados a um estrogênio. Isso ocorre devido à resistência às proteínas C-reativas, anticoagulantes naturais do corpo, provocada por esse tipo de contraceptivo, tornando o organismo mais propenso à formação de coágulos.

A ginecologista alerta que mulheres com fatores de risco, como hipertensão, obesidade, diabetes ou outras doenças, devem evitar o uso de contraceptivos orais combinados. Além disso, é essencial considerar a trombofilia hereditária antes de iniciar o uso da pílula anticoncepcional, pois essa condição aumenta a predisposição para a trombose.

O cirurgião vascular Márcio Steinbruch, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, ressalta a importância do diagnóstico precoce da TVP, que pode ser realizado por meio de ecografia e exames de sangue. O tratamento envolve o uso de anticoagulantes, fibrinolíticos e, em alguns casos, cirurgia minimamente invasiva por cateterismo.

Diante dessas descobertas, especialistas recomendam que mulheres considerem cuidadosamente sua escolha de contraceptivos, levando em conta seus históricos médicos individuais e discutindo alternativas com profissionais de saúde.

Jornalismo Rádio Alvorada FM

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