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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
(foto: divulgação/Governo do Paraná)

Entidades médicas restringem uso de testosterona em mulheres e alertam para riscos graves

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgaram uma nota conjunta orientando profissionais de saúde e pacientes sobre os riscos do uso inadequado de testosterona em mulheres. As entidades reforçam que a substância só deve ser prescrita para o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo (TDSH), após avaliação clínica criteriosa.

Segundo o comunicado, o uso fora dessa indicação formalmente reconhecida pode trazer efeitos adversos significativos, especialmente quando baseado apenas em dosagens isoladas ou com objetivos estéticos e não terapêuticos.

As entidades alertam que o uso inadequado pode provocar efeitos virilizantes, como acne, queda de cabelo, crescimento excessivo de pelos, aumento do clitóris e engrossamento irreversível da voz. Também há risco de toxicidade hepática, desenvolvimento de tumores no fígado, alterações psicológicas e psiquiátricas, infertilidade e complicações cardiovasculares, incluindo hipertensão, arritmias, embolias, tromboses, infarto e AVC. O comunicado cita ainda alterações em exames laboratoriais, como níveis de colesterol e triglicerídeos.

A nota destaca que nenhuma formulação de testosterona para uso feminino é aprovada pela Anvisa. A agência reguladora também não reconhece o uso da substância para fins estéticos, melhora de composição corporal, desempenho físico, aumento de disposição ou ações antienvelhecimento.

As entidades reforçam que a prescrição deve seguir rigorosamente critérios clínicos e que o uso sem indicação médica representa risco à saúde.

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