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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens

Dólar despenca a R$ 5,38 e Ibovespa atinge maior nível em mais de um mês

O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte valorização na terça-feira, 12 de agosto, com o dólar comercial encerrando em queda de 1,06%, cotado a R$ 5,386, o menor patamar desde 14 de junho de 2024. No acumulado, a moeda americana já recuou 3,82% em agosto e 12,83% em 2025, refletindo um movimento de desvalorização global. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,69%, alcançando 137.914 pontos, o maior nível desde 8 de julho, antes do impacto das discussões sobre medidas tarifárias do governo de Donald Trump.

A trajetória do dólar começou estável, mas a moeda perdeu força ao longo do dia, influenciada pela divulgação de dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. Nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI) registrou alta de 0,2% em julho e 2,7% no acumulado de 12 meses, em linha com as projeções do mercado. Esse resultado reforçou as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) possa iniciar um ciclo de redução de juros em setembro, contribuindo para a desvalorização do dólar em escala global. No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontou alta de 0,26% em julho, abaixo do esperado pelos analistas. Apesar do impacto da bandeira vermelha nas contas de energia, o dado aliviou as pressões sobre os juros futuros, atraindo investidores para o mercado acionário.

O euro comercial também acompanhou a tendência de queda, recuando 0,46% e fechando a R$ 6,28, o menor valor desde 13 de maio. O desempenho positivo do mercado brasileiro reflete a confiança renovada dos investidores, especialmente em setores sensíveis às variações cambiais, como exportadoras e empresas ligadas a commodities. A combinação de inflação controlada no Brasil e sinais de política monetária mais flexível nos EUA criou um ambiente favorável para a valorização do real e o avanço da bolsa.

Analistas destacam que o cenário atual é promissor, mas recomendam cautela diante de incertezas globais, como possíveis desdobramentos das políticas econômicas americanas. A queda do dólar e a alta do Ibovespa reforçam a atratividade do Brasil para investidores, mas a volatilidade do mercado internacional exige monitoramento contínuo. Por ora, o mercado financeiro brasileiro aproveita o momento de otimismo para consolidar ganhos e atrair novos fluxos de capital.

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