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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Foto: MPSC/Divulgação

Diretor do Presídio de Lages é preso suspeito de receber carnes nobres em troca de benefícios a detento

Um policial penal que exercia a função de diretor do Presídio Masculino de Lages, na Serra Catarinense, foi preso preventivamente na quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, sob suspeita de conceder benefícios irregulares a um detento da unidade prisional. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Carne Fraca, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), ambos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Além do mandado de prisão preventiva, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. De acordo com a apuração do MPSC, o então diretor teria mantido relação pessoal com a companheira de um apenado e recebido vantagens indevidas, entre elas carnes nobres — como picanha, filé mignon e contrafilé — em troca de favorecimentos administrativos na execução penal.

A investigação aponta que as supostas irregularidades ocorreram entre março e outubro de 2025, com interferência em procedimentos administrativos da unidade. Os fatos investigados podem configurar os crimes de corrupção passiva, violação de sigilo funcional e advocacia administrativa.

O nome da operação faz referência direta a uma das vantagens supostamente recebidas pelo servidor público.

Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) informou que acompanhou o cumprimento dos mandados judiciais e que o policial penal foi imediatamente afastado das funções, em cumprimento à determinação da Justiça. A pasta reforçou que não compactua com desvios de conduta e anunciou a instauração de uma Comissão de Intervenção Prisional Administrativa (CIPA) no Presídio Masculino de Lages.

A CIPA terá como objetivo revisar procedimentos internos, apurar eventuais irregularidades administrativas e garantir o cumprimento das normas que regem o sistema prisional catarinense.

A investigação tramita sob sigilo de Justiça, e o Ministério Público não divulgou a identidade do investigado nem detalhes adicionais sobre o inquérito. O caso segue em andamento para análise de provas e eventual oferecimento de denúncia.

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