O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com carcinoma de células escamosas “in situ”, um tipo de câncer de pele, conforme laudo médico divulgado nesta quarta-feira (17). O resultado foi confirmado após análise das oito lesões cutâneas retiradas durante procedimento realizado no último domingo (14). Duas delas apresentaram resultado positivo para o câncer.
Bolsonaro recebeu alta hospitalar por volta das 13h40, após passar a noite internado no Hospital DF Star, em Brasília, com sintomas como vômito, tontura, pressão baixa e desidratação. Segundo os médicos, houve melhora clínica após hidratação e medicação intravenosa.
O que é o carcinoma de células escamosas?
O carcinoma de células escamosas é um dos tipos mais comuns de câncer de pele. Ele se origina nas células escamosas, que formam a camada mais externa da epiderme. Esse tipo de câncer está frequentemente relacionado à exposição prolongada e sem proteção à radiação solar, especialmente em pessoas de pele clara.
No caso de Bolsonaro, o laudo indica que o carcinoma está “in situ”, ou seja, localizado apenas na camada superficial da pele, sem sinais de invasão para camadas mais profundas ou disseminação para outras partes do corpo. Isso significa que o câncer foi detectado em estágio inicial, o que aumenta significativamente as chances de controle e cura.
Segundo o médico Claudio Birolini, chefe da equipe cirúrgica que acompanha o ex-presidente, as lesões foram retiradas com sucesso e não há necessidade de tratamento complementar no momento. “O que ele vai ter que fazer é ser avaliado periodicamente para ver se outras lesões apresentam suspeitas”, explicou.
Prisão domiciliar e comunicação ao STF
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, após condenação por envolvimento em tentativa de golpe de Estado. Para realizar o procedimento médico, sua defesa apresentou justificativa ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Após a alta, o ex-presidente deverá apresentar atestado médico ao gabinete do ministro.
O diagnóstico reforça a importância da prevenção ao câncer de pele, especialmente por meio do uso regular de protetor solar, roupas adequadas e acompanhamento dermatológico. Embora o carcinoma de células escamosas seja tratável, o monitoramento contínuo é essencial para evitar complicações futuras.