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    Rádio Alvorada 94.5 - Santa Cecília
Créditos da Imagem: Reprodução/Yandex Imagens

Crise nas UTIs de SC: 94,4% dos leitos adultos ocupados por surto de influenza

Santa Catarina vive um momento crítico na saúde pública, com 94,4% dos 978 leitos de UTI para adultos ocupados, conforme dados do Centro Integrado de Gestão de Emergências em Saúde (Ciege/SC) desta terça-feira, 1º de julho de 2025. A principal causa é o aumento alarmante de internações por doenças respiratórias, especialmente influenza, que já provocou um salto de 132% nas mortes em relação ao mesmo período de 2024, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). As regiões mais afetadas são Oeste, Serra, Grande Florianópolis, Foz do Rio Itajaí, Planalto Norte e Nordeste, todas com ocupação de leitos adultos acima de 95%, restando apenas 55 leitos disponíveis em todo o estado. A situação das UTIs pediátricas é igualmente grave, com 100% de ocupação no Oeste e na Serra, enquanto a Grande Florianópolis tem apenas dois leitos livres. Outras regiões, como Vale do Itajaí, Sul e Médio Vale, registram taxas abaixo de 75% para leitos infantis. No total, o estado dispõe de 126 leitos de UTI, incluindo 56 adultos, 41 pediátricos e 29 neonatais, com uma taxa média de ocupação de 91,3%. As internações são impulsionadas principalmente por casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), causada por influenza, além de doenças cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Até 21 de junho, o boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) contabilizou 1.426 casos de SRAG por influenza e 172 mortes, números significativamente superiores aos 1.013 casos e 72 óbitos de 2024. Apesar da queda nos casos de Covid-19 e outras viroses, como rinovírus, a pressão sobre o sistema de saúde permanece elevada. Para enfrentar a crise, o governo estadual anunciou a abertura de novos leitos, incluindo 12 de suporte ventilatório em Itajaí, 12 para adultos em Indaial, além de unidades em Timbó e Criciúma. Desde 2023, a rede SUS catarinense ganhou 264 leitos de UTI, com mais vagas previstas. A SES declarou emergência em saúde pública em 12 de junho para conter a escalada de SRAG. A baixa adesão à vacinação contra a gripe, com apenas 11,5% da população imunizada e 46,47% do grupo prioritário vacinado, agrava o cenário. A campanha, agora aberta a todos, é reforçada pela SES, que orienta a população a buscar a imunização, especialmente diante do frio intenso que favorece a propagação de vírus respiratórios. O sistema hospitalar opera em rede, com a Central de Regulação direcionando pacientes para unidades com vagas disponíveis, incluindo hospitais privados, mas a alta ocupação exige medidas urgentes para evitar um colapso.

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